Omelete de camarão e chèvre com gengibre

•Agosto 13, 2012 • 17 comentários

Mais um pequeno-almoço dos campeões para manter a linha e a saúde sempre a bombar. 🙂

Eu estou a fazer uma experiência de jejum intermitente e por isso já não tomo pequeno-almoço há 3 semanas, mas a minha cara-metade não vai nessas cantigas e portanto continuo a preparar os miminhos para lhe encher a barriguinha de manhã. 😉

Omelete de camarão e queijo de cabra e gengibre, abacate com requeijão, alface bem regada. Tudo bem temperado. Hmmmmm…..

Omelete: dois ovos batidos, 4 ou 5 camarões cozidos descascados, um pacotinho de gengibre confitado que sobrou do take-away japonês. Temperar os ovos a gosto, por exemplo com um pouco de alho picado, sal, pimenta, orégãos, coentros, cebolinho…

Derreter uma gordura resistente ao calor na frigideira (óleo de palma desta vez), deitar o ovo batido, espalhar o gengibre, esperar um pouco até ficar consistente e formar uma panqueca.

Espalhar os camarões e pedaços/fatias de queijo “chèvre” por cima, formando uma faixa que ocupa o centro da panqueca. Dobrar as pontas por cima desta faixa, e virar tudo.

Apagar o lume e deixar mais um minuto para derreter o queijo. Quem não sabe virar coisas numa frigideira, abstenha-se de o fazer. Ou então apanhe os pedaços do chão e pode servir como “revueltos”. 😉

Salada: alface frisada (ou outra qualquer que apeteça), bem regada com azeite virgem e sumo de limão, bem temperada com ervas e uma pitada de sal.

Abacate: cortar um abacate maduro pelo meio ao comprido e rodar as metades para as separar. Guardar a metade que sobra no frigorífico, sem tirar o caroço e untando a polpa que ficou à vista com sumo de limão para não oxidar. Na metade que vamos comer, encher a cavidade do caroço com queijo fresco, requeijão, iogurte, ou natas frescas ligeiramente fermentadas. Temperar com pimenta preta e/ou alho picado.

Tempo total de preparação: para aí uns 15-20 minutos, incluindo lavar a alface. O tempo rende muito mais quando se prepara para duas ou mais pessoas.

Enjoy!

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Queques “Low Carb” e sem Glúten

•Maio 4, 2012 • 13 comentários

Agora que descobri as receitas de guloseimas com substituição dos venenos industriais, a procura parece estar em alta. Depois das panquecas, a minha família pede mais!! 🙂

A minha filha pediu-me para fazermos queques juntos. Fui buscar uma receita de “Blueberry Muffins” aos meus santuários Paleo e metemos mãos à obra. Comecemos pelos resultados:

Blueberry Muffins à Vasco. 🙂
Farinhas: amêndoa e côco.
Recheio: Mirtilos e Maçã.
Adoçante: Mel.

Ingredientes da massa (8 queques médios):

  • 2 chávenas de farinha de amêndoa;
  • 3 ovos;
  • meia chávena de farinha de côco;
  • 1/4 de chávena de leite de côco;
  • 1/4 de chávena de mel;
  • uma pitada de sal;
  • uma pitada de fermento.

Recheio:

  • Qualquer coisa boa… frutos do bosque, maçã, pêra, banana, pepitas de chocolate, pinhões, nozes, avelãs, etc…  🙂 you’re the boss!

Preparação:

  • Aquecer o forno a 150 graus;
  • Misturar os ingredientes da massa na batedeira até ficar homogéneo;
  • Untar as formas com manteiga (a verdadeira, de origem animal) ou com óleo de côco;
  • O recheio pode ser misturado à mão na massa se quisermos que fique bem distribuído pelo corpo do queque;
  • Deitar a massa nas formas;
  • Decorar com o recheio se quisermos que fique mais por cima.
  • Cozer no forno durante 30 a 40 minutos.

Notas:

  • A farinha de amêndoa pode fazer-se em casa triturando amêndoas num moinho. O moinho de café é bom para isto.
  • O mesmo se aplica ao côco e a outras farinhas como a de nozes, mas é preciso ter atenção porque estas coisas gordurosas facilmente se colam à lâmina e ao recipiente provocando o aquecimento da lâmina e da “farinha”, que derrete e se degrada. Evitar moer demasiado tempo.
  • O côco foi adicionado por mim, pode ser evitado por quem não gosta da textura ou do aroma.
  • A mão-de-obra infantil foi definitivamente usada nesta confeção. Os putos têm de tomar contacto com o mundo real, caramba!! 😛

Conclusão:  hummmmm….. deliciosos. São um bocado mais “pesados” do que os normais, mas também satisfazem muito mais! 🙂

A massa não engorda nem provoca distúrbios no sistema, e o mel e as frutas são os únicos ingredientes que violam um bocado o status “low carb” destes queques… mas como vão bem misturados com bastante gordura e alguma proteína, o índice glicémico deve ser relativamente baixo e são bastante mais nutritivos do que o normal.

Se dúvidas houver sobre o estatuto do mel na alimentação “paleo”, há aqui uma discussão mais aprofundada do assunto. Quanto a mim, se vamos adoçar qualquer coisa, é de longe preferível que o façamos com frutas e mel, já que este tem propriedades antimicóticas e antibióticas. E quanto mais escuro e baço, melhor.

Portanto, ao contrário da pastelaria corrente, podem classificar-se como alimentos nutritivos. 😉

Enjoy!!!!

Panquecas “Paleo”

•Abril 6, 2012 • 2 comentários

Espero que toda a gente saiba que as panquecas/crepes “normais” são obra do Demo. 🙂 Não só nos enchem o sangue de açúcar, como ainda por cima nos injetam com essa arma bioquímica primordial chamada glúten, abrindo caminho para uma lista de doenças crónicas demasiado deprimente para figurar num artigo sobre comida saborosa.

E no entanto, nós adoramos panquecas! 🙂 Por isso urge uma forma de tornar esta receita segura, sem a toxicidade dos carbohidratos refinados, e do glúten do trigo, e da caseína e hormonas industriais do leite de vaca. Felizmente já alguém fez a experiência por nós, e devo dizer que com bastante sucesso. Ora vejam lá se não tem bom aspeto?…

Panqueca de Coco. Sem leite de vaca nem farinha de trigo, está livre de caseína e glúten. E sabe bem!!!

Cá por casa as opiniões dividem-se no que toca ao recheio deste pequeno-almoço de fim-de-semana; as gulosas preferem coisas doces, e uma combinação de grande sucesso é Canela + Limão + Mel…

Recheio doce: canela, limão, mel.

Cá por mim prefiro algo mais robusto e com menos açúcar: uma bela dose de proteína e gordura animal.

Recheio salgado: um paiinho de porco preto afogado em yogurte fresco, ambos de origem biológica controlada.

Mas isso não me impede de gozar uma doce de sobremesa… 😉

Recheio não-tão-doce: yogurte grego, avelãs no forno, pera rocha, canela.

A receita é do sítio do tio Mark e eu traduzo aqui para nós…

Para +- 4 panquecas médias:

  • 4 ovos
  • 1/4 chávena farinha de côco
  • 1/4 chávena leite de côco
  • 1/4 colher de chá de extrato de baunilha (opcional)
  • 1 pitada de sal
  • 1 pitada de noz-moscada
  • 1 pitada de canela
  • 1 colher de sopa de mel (opcional)

Misturar tudo na batedeira e deixar repousar 5 minutos. Fritar em lume baixo numa frigideira bem untada com manteiga. Esta massa coze mais devagar do que a de trigo, por isso é preciso ter um pouco mais de paciência e cuidado ao virar, pois também tem menos resistência mecânica enquanto húmida.

O mais interessante é que o sabor do coco quase não se nota na massa; os aromas dominantes são do ovo e condimentos e, claro, do recheio.

Nota sobre a farinha de côco: caso não a encontrem, não há problema, pode-se sempre usar côco ralado ou mesmo em lascas, desde que seja passado num moinho de café. A moagem tem de ser curta, senão a lâmina aquece e derrete a gordura do côco, fazendo uma bela cola.

E pronto, por hoje é tudo. Deliciem-se que eu também!! 😀

Bragging rights: 115kg ou 170% de mim

•Janeiro 30, 2012 • 1 Comentário

Até vi estrelas! 🙂

Ok, ok, isto ainda não é nada, há por aí meninas de 56kg a levantar 135kg… ainda tenho muito que trabalhar até chegar aos 240% como ela.

Mas já fico contente com os ganhos de saúde que daqui vêm: postura melhorada e mais força para o dia-a-dia.

O meu estado corrente (10ª semana) no programa de treino de força “Strong Lifts 5×5” (se seguirem o link, ignorem o bla bla bla comercial…) é o seguinte:

  • Esquema A:
    • “Agachamentos”/”Squat” 5×5: 80kg
    • “Desenvolvimentos”/”Overhead press” 5×5: 46kg
    • “Levantamento de terra”/”Deadlift” 1×5: 115kg
  • Esquema B:
    • Agachamentos 5×5 (idem)
    • “Supino plano”/”Bench press” 5×5: 48kg
    • “Remada”/”Barbell row” 5×5: 58kg

Os esquemas A e B alternam-se continuamente, um dia o A, outro dia o B, sempre com um dia de descanso absoluto entre os dois. Ao fim de semana o normal é descansar, mas pode-se fazer um dos “sprints” essenciais recomendados pelo “tio Mark” pelo menos uma vez por mês.

Esta receita tem resultado que nem ginjas comigo; o corpo não cresce nada por aí além (fica mais definido, sem dúvida), mas a força cresce visivelmente.

Enjoy! 🙂

O Manual da Alimentação Perfeita

•Setembro 21, 2011 • 17 comentários

Após alguns meses de investigação intensa e extensiva em que me sentia cada vez mais como Alice a cair pela toca infinita do Coelho abaixo, eis que surge um volume que tudo resume, e nada deturpa. Passada a dose inicial de desconfiança saudável, rendi-me totalmente a esta compilação científica, bem digerida e bem apresentada, onde se desfazem os mitos da má alimentação moderna e se reconstrói  a boa prática da alimentação saudável. Saudável ao ponto de inverter (curar!) a maior parte das doenças crónicas ditas “da civilização”.

Paul Jaminet e Shou-Ching Shih eram um casal como tantos outros: “trabalhólicos” e stressados. Ele, sempre a correr de um lado para o outro e a alimentar-se de qualquer forma, muitas vezes de “junk food”. Ela, com medo de morrer de acidente vascular cerebral aos 62 anos como o próprio pai, dedicou-se ao vegetarianismo. Ao fim de alguns anos, o corpo de ambos começou a mostrar o cansaço metabólico: ambos estavam doentes de forma crónica, e os médicos não os conseguiam ajudar. A morte por cancro da mãe de Paul com apenas 32 anos também não indicava nada de positivo para ele.

Sendo ambos cientistas por formação (ele Astrofísico, ela Bióloga Molecular investigadora de cancro), pegaram no problema pela raiz e investigaram-no de uma ponta à outra. Essa investigação levou 5 anos a concluir e resultou não só na cura de todos os problemas crónicos que tinham mas também na compilação deste fabuloso “manual de instruções da alimentação humana correcta”.

Não consigo deixar de sentir empatia por este casal. Não só empatia, como uma grande admiração e uma grande dívida por já terem feito o caminho que eu comecei a trilhar apenas há meses. É uma enorme satisfação poder ler o resumo final da história sem ter de passar pelo mesmo que eles passaram, pois dadas as minhas leituras a ritmo compulsivo de blogs especializados e artigos científicos sobre nutrição e saúde, estava claro que eu ia pelo mesmo caminho que eles (mas com menos ferramentas intelectuais para lidar com o ruído).

A dívida de quem lê o livro para com eles é enorme: não só mostram o que é correcto e incorrecto, como explicam os porquês e fundamentam com referências científicas abundantes e bem escolhidas para quem quiser aprofundar mais. Por exemplo, logo na introdução explicam porque é que nós estamos fisiologicamente impedidos de ter uma alimentação 100% vegetariana ou carnívora — bom, até podemos praticá-la durante alguns anos, mas mais tarde ou mais cedo pagamos a factura inevitável. Explica também porque é que é preciso ser muito criterioso na escolha das gorduras e hidratos de carbono consumidos. Para aqueles que como eu já estão mais próximos da realidade, explica porque é que nem todos os hidratos de carbono são maus, e nem todas as gorduras são boas. E para aqueles que ainda vivem na fantasia da “sabedoria convencional”, também explica porque é que nem todas as gorduras são más, e nem todos os hidratos de carbono são bons.  😉

De passagem explicam o perigo do consumo de açúcares, cereais, leguminosas, e óleos vegetais, todas estas comidas estando na origem das maiores causas de mortalidade e enfermidade crónica no mundo ocidental. E é claro que também desmontam o mito do colesterol assassino: os culpados são o ómega-6 e a frutose; a gordura animal está inocente.

O livro cobre tudo, desde o rácio perfeito entre gorduras / hidratos / proteína, à eliminação dos alimentos tóxicos,  à nutrição robusta, e à prevenção de doenças e formas de cura. Pelo meio ainda fala da dieta cetogénica essencial para epilépticos e com benefícios de longevidade para todos nós (jejum incluído!).

Enfim, que eu saiba, nunca um “tratado” deste calibre foi escrito com tal simplicidade e clareza. É decerto uma referência obrigatória: mesmo quem não liga nenhuma a estas coisas da alimentação e saúde (tipicamente os jovens abaixo dos 30 anos, cujo corpo vai aguentando e compensando as asneiras que irão ter de pagar depois dos 35) beneficiam muito do esclarecimento que ele traz.

A meu ver, o casal Jaminet está um passo largo à frente de Gary Taubes e dos seus livros anti-hidratos: eles sabem que nem todos os hidratos são maus, sabem que a frutose e as lectinas e o ácido fítico são os verdadeiros assassinos. E também chamam a atenção para o criminoso ómega-6 e restantes poli-insaturados, que Taubes simplesmente ignora. Quanto a mim, esta dieta ou estilo de vida é uma espécie de “Paleo 2.0”, um autêntico corolário aperfeiçoado sobre o trabalho pioneiro de Loren Cordain.

Imprescindível.

Deixo-vos agora com o resumo da dieta que eles propõem e que eu aqui traduzo para português (fiz uma fusão entre as recomendações que eles fazem no livro, as que eles fazem no site, e ainda um ou outro pormenor nascido das minhas investigações mas perfeitamente em linha com as deles).

A Dieta da Saúde Perfeita

(Paul Jaminet e Shou-Ching Jaminet, 2010)

Em calorias, é constituída por poucos carbo-hidratos (20%), muita gordura (65%), e proteína moderada (15%). Em peso, é constituída por 2/3 matéria vegetal e 1/3 matéria animal.

Deve-se comer:

Cerca de 20% das calorias provenientes de tubérculos amidosos, arroz branco, frutas, e bagas. Tantos verdes quanto se quiser. Incluir algas por causa do iodo. No total, dever-se-á comer cerca de 680g de vegetais por dia.
Cerca de 80% das calorias provenientes de carnes gordas, peixe, marisco, e ovos, até 500g por dia, e cerca de 4 colheres de sopa de gorduras e óleos saudáveis. Incluir salmão e outros peixes gordos de água fria por causa do ómega-3. Inclua algas e marisco. E órgãos nutritivos como fígado e rins!
Cozinhar apenas com gorduras saturadas: manteiga clarificada, sebo bovino, ou óleo de côco. Ainda aceitáveis são o óleo de palma, banha de porco, azeite, e óleo de abacate. Usar condimentos, sal inclusivé. Fazer molhos de salada com algo ácido (limão, vinagre), um óleo, e ervas aromáticas.
Snacks de nozes, queijos, e frutas.

Não se deve comer:

Grãos e cereais (incluindo trigo, cevada, aveia, milho, etc.) ou qualquer coisa feita com as suas farinhas (pão, bolos, bolachas, pizza, massas, etc.). O arroz branco é a única excepção por não conter fito-químicos perigosos. Produtos de arroz (bolachas, crackers, massas, noodles, etc.) são aceitáveis.
Açúcar, xarope de milho, ou comidas que os contenham (bebidas açucaradas, pastelaria e doces). As bebidas saudáveis são: água, chá, e café (todos sem açúcar).
Leguminosas (soja, feijões, grão-de-bico, etc.) Ervilhas e feijão verde são aceitáveis em moderação, mas soja e amendoins são absolutamente proibidos. Feijões são aceitáveis depois de correctamente preparados, mas recomendamos a sua eliminação total.
Óleos vegetais de sementes (soja, milho, amendoim, sésamo, colza, etc.), por serem ricos em ómega-6.
Estas comidas “proibidas” contêm proteínas naturalmente tóxicas (mesmo quando de origem “biológica” ou “orgânica”), frutose e ómega-6 em excesso tóxico, e poucos nutrientes assimiláveis que justifiquem o seu consumo. Na verdade, elas alimentam bem… as bactérias patogénicas do nosso cólon!

Deve-se evitar:

Leite pasteurizado (UHT, etc.). Mas deve-se consumir produtos lácteos fermentados ou gordos: manteiga, natas, gelado (com moderação por causa do açúcar), queijo, iogurte. A parte aquosa do leite contém hormonas bovinas activas e proteínas potencialmente alergénicas. As proteínas do leite cru são mais fáceis de digerir do que as do leite pasteurizado, por isso o leite inteiro microfiltrado é uma opção muito nutritiva.
Carnes magras e secas, que têm muita proteína mas pouca gordura — podem levar à intoxicação por excesso relativo de proteína, ou seja, falta de gordura.

É aconselhável:

Suplementos para optimizar a nutrição, com um multivitamínico diário mais vitaminas C, D3, K2, e Magnésio, Selénio, Iodo, Cobre, Crómio. Alternativamente insista em comidas “suplementares”: fígado bovino por causa do cobre, castanhas do brasil por causa do selénio, algas por causa do iodo. E apanhe sol todos os dias por causa da vitamina D.
Jejum intermitente, por exemplo restringindo a alimentação a uma janela de 8 horas por dia, ou então fazendo “jejuns cetogénicos” com água e óleo de côco mas sem qualquer proteína ou carbo-hidrato (nem toda a gente tolera isto, há que avançar com cautela).

Enjoy! 🙂

Pequeno-almoço

•Julho 14, 2011 • 12 comentários

Então perguntam os meus amigos: “Se não comes hidratos de carbono ao pequeno-almoço, que raio comes tu?!”

Ao que eu respondo: “A primeira refeição do dia é aquela que estabelece o ritmo metabólico para o resto do dia; não queres fazer a asneira de começar com uma explosão de açúcares e insulina logo pela manhã, pois não? Vais andar na montanha-russa do açúcar o dia todo! Larga lá os cereais e o leite e vem comigo que eu mostro-te…”

Lista de compras: cogumelos Portobello / Shitake / etc., saladas verdes multi-folhas com alguma imaginação (com rúcula, agrião, e outras menos comuns), folhas de espinafre / acelga / grelo / nabiça / etc., rebentos de coentros / funcho / etc., algumas bagas silvestres (framboesas, amoras, groselhas, morangos), muitos ovos, uns belos chouriços / paios sem açúcares (dextroses e outras -oses), bacon, algum fiambre (não muito, tem sempre açúcar), queijos curados, o ocasional Mozarella, amêndoa (ralada / laminada / ao natural), nozes, avelãs e sementes de girassol para quem gosta…

De preferência, tudo de origem biológica / orgânica, ou seja, sem a profusão de produtos químicos cuja acumulação ao longo do tempo gera problemas crónicos não só em nós mas também nas partes do ecossistema que trabalham para nos dar comida, como por exemplo as abelhas.

Acima de tudo, nada de produtos “light”!!!! Estes substituem as gorduras (o nosso combustível por excelência) por hidratos de carbono que comprovadamente nos fazem mal a longo prazo e por adoçantes cujos efeitos a longo prazo ainda não são conhecidos.

Sobre os lacticínios: o leite é para bezerros e vitelos. Adultos (humanos ou de outras espécies) não devem alimentar-se de leite, ponto final. Já o leite fermentado, é outra história… um bom iogurte grego, natural e sem qualquer traço de açúcar ou adoçante, é rico em gorduras, proteínas, e cálcio. Mistura-se umas bagas silvestres para dar sabor e talvez umas sementes para textura. Nada de “Mueslis” com grãos provenientes da agricultura!!! E os queijos, quanto mais curados, melhor.

Bon apétit!!

Olá Smera!

•Agosto 12, 2010 • 4 comentários

A curiosidade levou a melhor, e fui fazer uma visitinha à Lumeneo, nas redondezas de Paris. Já os tinha contactado antes, e mostraram-se interessados no meu interesse. 😉

Foram extremamente simpáticos, mostraram-me tudo, as instalações, a equipa, o projecto, os carros de desenvolvimento, etc. Valeu a pena a deslocação. Além disso, está situada numa região bucólica e de grande beleza natural, onde se come muito bem e as pessoas vivem mais devagar e são mais simpáticas.

Dei mesmo uma voltinha numa coisa que “ainda não existe”, e por isso não posso falar dela. 😛 Infelizmente não pude tirar fotos nem filmar nada dentro das instalações, como é óbvio. Maldita Propriedade Intelectual…

No entanto, foram simpáticos o suficiente para me fotografarem dentro de um dos carros de “show”.

O lugar da frente é surpreendentemente espaçoso e confortável, e tem uma boa visão para o exterior. Faz confusão ao princípio, neste híbrido entre carro e mota. o facto de termos um volante na mão e dois espelhos retrovisores de fora, mas nenhum espelho lá dentro. O que é lógico, pois só serviria para maquilhagem. 🙂

O lugar traseiro é descrito por eles como um “emergency seat”… eu experimentei sentar-me lá atrás e agora já sei como se sentem as múmias egípcias dentro do seu sarcófago fechado. Acho que deviam ter desenhado o carro com mais alguns centímetros de comprimento. Mas dado que o banco dianteiro tem bastante ajuste, é apenas uma questão de compromisso entre a altura do condutor e a do passageiro. De qualquer forma, o preço elevado deste veículo garante que apenas será utilizado para passeios hedonísticos, e talvez transporte uma garrafa de “Veuve Clicquot” e um cestinho de “baguettes” e “foie-gras” na traseira. 😉

Visto que os veículos em condições de marcha estavam todos fora em provas de homologação, não pude conduzir o modelo de produção do Smera. Chuif… Mas deixaram-me andar num outro, ainda experimental. A sensação de inclinação é uma novidade muito refrescante quando se vai sentado numa “baquet” confortável com um volante normalíssimo nas mãos. Parece que estamos dentro dum simulador daqueles das feiras… 🙂

A única nota negativa é que as portas não têm grande reforço contra impactos laterais. Isto é uma situação comum em muitos outros veículos mais tradicionais, talvez a maioria deles, mas mesmo assim eu gostaria de ver algum reforço num carro tão estreito. Mas enfim, como isso ainda não é um requisito legal nos crash-tests…. o facto é que muitos carros que andam por aí (alguns até mais carotes) são autênticos caixões sobre rodas em caso de impacto lateral, e por isso o Smera não lhes fica atrás.