Omelete de camarão e chèvre com gengibre

Mais um pequeno-almoço dos campeões para manter a linha e a saúde sempre a bombar.🙂

Eu estou a fazer uma experiência de jejum intermitente e por isso já não tomo pequeno-almoço há 3 semanas, mas a minha cara-metade não vai nessas cantigas e portanto continuo a preparar os miminhos para lhe encher a barriguinha de manhã.😉

Omelete de camarão e queijo de cabra e gengibre, abacate com requeijão, alface bem regada. Tudo bem temperado. Hmmmmm…..

Omelete: dois ovos batidos, 4 ou 5 camarões cozidos descascados, um pacotinho de gengibre confitado que sobrou do take-away japonês. Temperar os ovos a gosto, por exemplo com um pouco de alho picado, sal, pimenta, orégãos, coentros, cebolinho…

Derreter uma gordura resistente ao calor na frigideira (óleo de palma desta vez), deitar o ovo batido, espalhar o gengibre, esperar um pouco até ficar consistente e formar uma panqueca.

Espalhar os camarões e pedaços/fatias de queijo “chèvre” por cima, formando uma faixa que ocupa o centro da panqueca. Dobrar as pontas por cima desta faixa, e virar tudo.

Apagar o lume e deixar mais um minuto para derreter o queijo. Quem não sabe virar coisas numa frigideira, abstenha-se de o fazer. Ou então apanhe os pedaços do chão e pode servir como “revueltos”.😉

Salada: alface frisada (ou outra qualquer que apeteça), bem regada com azeite virgem e sumo de limão, bem temperada com ervas e uma pitada de sal.

Abacate: cortar um abacate maduro pelo meio ao comprido e rodar as metades para as separar. Guardar a metade que sobra no frigorífico, sem tirar o caroço e untando a polpa que ficou à vista com sumo de limão para não oxidar. Na metade que vamos comer, encher a cavidade do caroço com queijo fresco, requeijão, iogurte, ou natas frescas ligeiramente fermentadas. Temperar com pimenta preta e/ou alho picado.

Tempo total de preparação: para aí uns 15-20 minutos, incluindo lavar a alface. O tempo rende muito mais quando se prepara para duas ou mais pessoas.

Enjoy!

~ por Vasco Névoa em Agosto 13, 2012.

17 Respostas to “Omelete de camarão e chèvre com gengibre”

  1. Se andasses de pá e picareta na mão a comer isso tavas bem lixado.

    • Tens toda a razão. Quem anda de pá e picareta nas obras gasta tanta energia que nem sequer importa muito que tipo de comida come – nunca engorda.
      Mas para aqueles infelizes que não têm essa sorte, é mesmo preciso controlar o que se come e escolher os melhores alimentos.
      Se bem que… eu não fiz as contas das calorias desta refeição; mas com a quantidade de gordura que lá está, podes ter a certeza que não fica nada atrás de um pão saloio com manteiga nem uma tigela de cereais!!!😛

    • Xoxota: (k k k k k …. que raio de nome)
      Olha, tenho uma história interessante para ti. Se pensas que é preciso comer muito arroz batata e feijão para ter força para trabalhar nas obras, estás muito enganado. Isso funciona, mas há outras maneiras (mais saudáveis) de viver.

      Aqui há um mês e tal, fiz uma experiência: 24h de jejum, seguidas de uma aula de combate de Jujitsu. Ou seja, depois de 22h sem comer, apenas bebendo água e sais minerais para manter os electrólitos do corpo atestados, submeti-me a 90 minutos de esforço brutal e contínuo. O resultado: foi uma aula perfeitamente normal para mim. Aliás, até correu melhor do que o normal, porque não tinha o “peso” metabólico da comida no meu sistema. Ou seja, assim que o corpo detectou que o esforço estava a começar, foi imediatamente capaz de mobilizar a energia necessária para vencer esse esforço – e isto não acontece se tiveres comido recentemente (principalmente se tiveres comido carbohidratos, que enganam completamente o sistema hormonal).

      Já vi várias vezes colegas de turma “encostarem à boxe” durante uma aula porque “estavam cheios de fome e comeram um lanchinho” antes da aula começar. Alguns até vomitaram por causa do esforço e do calor. A lição aqui é que nunca se come antes de fazer esforço intenso. E outra lição a tirar é que a comida nem sequer é necessária para fazer força, desde que o corpo esteja bem nutrido ao longo do tempo. Temos reservas é para alguma coisa. Até um homem magro tem 6kg de gordura no corpo… e isso chega perfeitamente para correr uma maratona (ou duas), desde que haja água e electrólitos.

      Isto faz-me lembrar os horários das refeições da gente do campo: sempre me fez confusão como alguns camponeses não comem nada desde que se levantam (às 5 e 6 da matina) até à hora do almoço, em que comem apenas “uma bucha”, e depois só fazem uma refeição completa ao fim da tarde ou à noite. É muito interessante ver como o corpo humano é uma máquina especialmente afinada para o esforço em fome. Foi isso que nos permitiu colonizar toda a Terra. E estas pessoas vivem tipicamente para além dos 90 anos, e não contraem as “doenças da civilização”.

    • Xoxota, levaste-me a fazer algo que é contra a minha religião: pesar comida e contabilizar calorias!😀 Mas é por uma boa causa. Vou demonstrar-te que este pequeno almoço não é nada fraco.

      Dois ovos médios = 180 kcal
      Gordura de Palma (10g) = 88 kcal
      Azeite virgem (20g) = 160 kcal
      Alface (100g) = 15 kcal
      Queijo Chèvre (50g) = 155 kcal
      Camarões cozidos (50g) = 50 kcal
      Abacate (200g) = 380 kcal
      Requeijão (50g) = 46 kcal
      Total = 1074 kcal.

      Ou seja, numa única refeição “ligeira” pela manhã, eu e a minha mulher costumamos ingerir METADE das calorias diárias que são oficialmente recomendadas pelas organizações de saúde para um adulto médio. Como eu faço mais 2 refeições deste tipo por dia… o meu aporte diário deve andar pelas 3000 kcal… nível desportivo, portanto.😉 O que para um rato de escritório é um bocado alto.

      Contrastemos isto com um pequeno-almoço tradicional…

      Tigela de cereais “muesli” = 290 kcal
      Leitinho meio-gordo a acompanhar = 80 kcal
      Total = 370 kcal
      Bom, metamos mais uma banana média para compensar, afinal vamos trabalhar nas obras = 105 kcal
      Total = 475 kcal
      Ou seja… metade das calorias do meu pequeno almoço, e com graves desvantagens:
      1 – é uma refeição altamente insulinémica (Índice Glicémico elevadíssimo) e portanto contribui para a “montanha russa” diária do açúcar e para a obesidade e diabetes;
      2 – sabe a cortiça polvilhada com açúcar;
      3 – toda essa fibra insolúvel rebenta com a parede intestinal mais tarde ou mais cedo;
      4 – tem glúten pra caraças… doenças auto-imunes à vista dentro de uma década.

      E que tal um belo pão saloio, quentinho a sair do forno, barrado com uma bela manteiga (de vaca e com sal, claro!) a derreter, acompanhados de um copázio de leite gordo, hein? repare-se nas quantidades, são para alarves que trabalham nas obras…
      Pão de mistura trigo centeio (200g) = 516 kcal
      Manteiga (10g) = 75 kcal
      Leite gordo (400g) = 290 kcal
      Total = 881 kcal
      Ah, finalmente chegamos perto!!🙂 Mas esta refeição tem as seguintes desvantagens:
      1 – também é hiperglicémica;
      2 – é particularmente pobre em nutrientes;
      3 – é demasiado rica em lactose e glúten, dois agentes químicos que rebentam com a tripa da malta;
      4 – é demasiado rica em cálcio, que na ausência de algumas vitaminas e minerais (que não estão na própria refeição) se vai depositar nos sítios errados (nas artérias) em vez de fortificar os ossos…

      Portanto… continua lá com a tua alimentação tradicional industrializada, parece que isso resulta mesmo bem.😉

      • O meu pequeno almoço até costumam ser cerca de 100g de Kellogs K mais 1/5L de leite meio gordo. Aconselharias algo diferente Vasco?

      • Caro Rui… claramente aconselharia, mas tenho de lembrar que eu sou apenas mais “um gajo na internet”, não tenho qualquer acreditação oficial em nutrição, saúde, ou medicina. Dito isto, reitero que sigo uma alimentação “paleolítica funcional” estrita desde há um ano atrás. Desde há um ano que os meus pequenos almoços são tal como vês neste mesmo artigo: ovos, salada, queijo, abacate, cogumelos, e afins. Mas podes ver mais aqui.

        Isto significa que não como nenhum tipo de cereal ou qualquer produto derivado, e por boas razões: comida de pássaro não é comida de gente. Se queres as razões científicas em detalhe, podes ver aqui e aqui e aqui e aqui e aqui… e em muitos outros sítios. O trigo é o inimigo número um da saúde humana, mesmo para pessoas que não são geneticamente susceptíveis à doença celíaca. Eliminar a todo o custo. Quanto aos restantes cereais… bom, sofrem dos mesmos problemas, embora em menor intensidade. Mas em última análise, toda esta classe de alimentos é desnecessária, portanto que lixe.

        Quanto ao leite, é um excelente alimento para crianças até um ano de idade. A partir daí não faz sentido e não tem lugar no intestino de um adulto – muito menos na sua versão industrializada, em que a gordura natural foi quase totalmente removida e a que resta foi processada. Seja pelo excesso de lactose, que apenas serve para alimentar bactérias que mais tarde nos lixam a tripa, ou pelo excesso de cálcio que pode migrar para os locais errados do corpo, ou pela caseína que está implicada em vários tipos de cancro, o leite industrial tem demasiados problemas para compensar a pouca nutrição que dá. Portanto, risque-se também da lista. Manteiga iogurtes e queijo já são outra conversa. A fermentação acrescenta valor nutritivo.

        E agora perguntas tu: se eu não como cereais/pão/leite ao pequeno almoço, que raio como eu? Parabéns, tens à tua frente o primeiro passo no caminho para o controlo da tua saúde.🙂 Se o dás ou não, é contigo. Quem o deu, ficou melhor. Pergunta aos milhares de Americanos que perderam o peso extra e melhoraram os problemas de saúde em casa do Tio Mark. Mas quem o resumiu melhor foi o J. Stanton.

      • Viva Vasco, vou experimentar isto => http://www.marksdailyapple.com/definitive-guide-to-the-primal-eating-plan/#axzz23YLWGxzg

        A ver no que dá, depois digo-te algo.😛 Só uma coisa, pelo que entendi o gajo é contra massas e um pouco também contra o arroz e prefere batatas. Abdicar de massas não é um problema para mim, mas e arroz? Que achas sobre isso?

      • Força, dá-lhe com alma.🙂 Essa página é uma boa introdução à nutrição saudável, mas também há esta que fala da nutrição e os restantes factores que têm impacto na saúde.

        Quero chamar a atenção para um pormenor importante: faz uma transição gradual dos hidratos para a gordura. A minha transição foi instantânea sem problemas, mas há pessoas que, por terem o fígado estragado por uma hepatite ou a vesícula biliar completamente entupida de pedras sofrem muito quando tentam comer muita gordura de uma só vez. Faz uma transição gradual, trocando cada vez mais hidratos por gordura, mas ao longo de duas semanas. Vais passar de 15% gordura para 50 ou 60%… isto leva tempo e aprendizagem para evitar abusos de más gorduras.

        Quanto ao arroz…. o arroz branco é um “amido seguro” porque não tem químicos de auto-defesa das plantas para arruinar o nosso intestino, nem frutose para dar cabo do fígado. Para quem precisa de glucose, é uma boa fonte segura. Pessoalmente, não vejo utilidade nenhuma em consumir fontes de glucose. A única altura em que como arroz branco é no sushi, e é porque adoro Japonês.😉 Podendo nós extrair energia segura a partir das gorduras e até o corpo fabricar a glucose que necessita a partir de proteína e gordura, não vejo grande necessidade de comer arroz. E se quiseres perder o peso extra, tens mesmo de abandonar o arroz. Depois quando tiver estabilizado, podes comer de novo, testando os limites.

        As massas são feitas com farinha de trigo e por isso estão excluídas para sempre. Trigo = veneno, e não há mais conversa aqui. As batatas são um belíssimo alimento, com hidratos de boa qualidade e proteína e micronutrientes, mas no final de contas são maioritariamente hidratos e têm de ser consumidas com moderação. E têm de ser tratadas com respeito (não vais encontrar respeito dentro de pacotes de batatas fritas, só gorduras de má qualidade e batatas frankenstein – se não apodrece, é porque não é nutritivo), feitas em casa e cozidas ou assadas ou fritas numa gordura de boa qualidade.

        Boa caça!🙂

  2. Vasco, tens-te feito intervalos de quanto com o jejum intermitente?

    • O meu jejum intermitente é o compromisso prático possível.😉 Simplesmente eliminei o pequeno-almoço. Isto dá-me cerca de 12 a 14 horas de jejum por dia, contando com as horas da noite. Já por várias vezes fiz 24h de jejum (de jantar a jantar), praticando uma vez em cada uma ou duas semanas, mas isto é um bocado desconfortável e não me parece necessário para promover a autofagia. Prefiro um jejum mais curto mas mais frequente. Saltar o P.Almoço custa um bocadinho nos primeiros 2 ou 3 dias, mas depois o corpo percebe e ajusta-se. Um cházinho fraco em lugar da comida ajuda a acalmar o estômago e a hidratar o corpo.😉

  3. Boa noite,
    Acompanho o seu blog e também sou adepto praticante do regime do Paleo🙂
    Pergunto se a opção do jejum é só para perder PA mais depressa ou way of life?
    Cumprimentos

    • Rui e Diogo:

      A minha escolha em fazer IF (Intermittent Fasting) é uma questão de optimização. O meu peso está perfeito e a minha gordura corporal está nos 11%, e como não tenho ambições de me tornar num atleta profissional não vejo razões para perder mais peso. Bom, talvez tenha o desejo de converter mais um ou dois quilinhos em músculo, sabe sempre bem – mas isso faz-se do lado do exercício, não do lado da comida.😉 Mas não é de todo uma questão de peso ou de gordura corporal.

      A vantagem que sinto é uma melhor regulação do meu metabolismo, que é muito sensível ao que como, principalmente de manhã. Eliminar o p.almoço tem para mim o efeito de homogeneizar a energia ao longo de todo o dia, sem o pico excessivo da manhã e a queda antes do almoço.
      Para além desta, há as vantagens racionais: estava a consumir demasiada comida, e isso é mau para a carteira e para o ecossistema – acho que 3 refeições completas por dia é capaz de ser desnecessário, e é essa a experiência que estou a fazer.

      O meu aporte calórico diário aumentou desde que comecei a nutrição Paleo/Primal, porque a gordura que como contém bastantes mais calorias por prato do que os hidratos de carbono que costumava comer. E como o valor nutricional das refeições também aumentou (mais vitaminas, proteínas, e minerais), começo a achar que se calhar estou a desperdiçar recursos, e que o meu corpo (que agora já está mais afinado) simplesmente anda a deitar fora o excesso de nutrição… o que é uma idiotice. Portanto, deixa lá ver o que acontece se eu reduzir em ~30% a quantidade de comida diária…

      • Ainda assim acho muito violento não tomar pequeno almoço. Depois tens cuidado com fritos e hidratos de carbono? Ou no intervalo em que podes comer, não te preocupas “tanto” com isso (nº de calorias diárias?). Normalmente qual seria o teu pequeno almoço, já agora?

      • Não estou a aconselhar ninguém a não tomar pequeno-almoço, esta é apenas uma escolha pessoal que fiz porque fazia sentido para mim. Aliás, se fosse aconselhar alguém a fazer IF, sugeria que se cortasse o jantar, é bastante mais fácil. O p.almoço é demasiado crítico para a maior parte das pessoas (principalmente quem ainda vive na montanha-russa do açúcar).

        Eu nunca conto calorias nem peso comida. Como sempre aquilo que me apetece até não ter mais vontade. E isto, desde que não se coma principalmente hidratos, funciona na perfeição e não se engorda por isso. E já fui gordito… já tive mais 10kg do que tenho hoje, nos tempos em que comia cereais e pão e massa e pizza…

        Que cuidados tenho eu com os fritos? isto é uma outra conversa inteiramente diferente… tem a ver com a qualidade das gorduras. Como gorduras saudáveis sem limite algum, tenho cuidado de usar as mais resistentes para fritar e as outras para temperar, e fujo das más como o diabo da cruz. Ver aqui e aqui e aqui quais são quais. E se o que leres te deixar preocupado com o colesterol, podes ir aqui e aqui para desmistificar isso também.

        Quanto aos hidratos… alterno entre zero e muito poucos.🙂 Por várias razões:
        1 – porque engordam descontroladamente;
        2 – porque causam as doenças do síndroma metabólico;
        3 – porque no meu estado de saúde actual ainda estou demasiado sensível a eles;
        4 – porque nem sequer são necessários à nossa saúde.

  4. Olá Vasco,

    Cheguei ao teu blogue através de uma amiga que o segue – bom ver mais gente a seguir estes princípios por aqui.

    Já agora, há um grupo dedicado a alimentação Paleo(/Primal/Ancestral) no Facebook, se andares por lá junta-te🙂 https://www.facebook.com/groups/159291314134623/

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