Panquecas “Paleo”

Espero que toda a gente saiba que as panquecas/crepes “normais” são obra do Demo.🙂 Não só nos enchem o sangue de açúcar, como ainda por cima nos injetam com essa arma bioquímica primordial chamada glúten, abrindo caminho para uma lista de doenças crónicas demasiado deprimente para figurar num artigo sobre comida saborosa.

E no entanto, nós adoramos panquecas!🙂 Por isso urge uma forma de tornar esta receita segura, sem a toxicidade dos carbohidratos refinados, e do glúten do trigo, e da caseína e hormonas industriais do leite de vaca. Felizmente já alguém fez a experiência por nós, e devo dizer que com bastante sucesso. Ora vejam lá se não tem bom aspeto?…

Panqueca de Coco. Sem leite de vaca nem farinha de trigo, está livre de caseína e glúten. E sabe bem!!!

Cá por casa as opiniões dividem-se no que toca ao recheio deste pequeno-almoço de fim-de-semana; as gulosas preferem coisas doces, e uma combinação de grande sucesso é Canela + Limão + Mel…

Recheio doce: canela, limão, mel.

Cá por mim prefiro algo mais robusto e com menos açúcar: uma bela dose de proteína e gordura animal.

Recheio salgado: um paiinho de porco preto afogado em yogurte fresco, ambos de origem biológica controlada.

Mas isso não me impede de gozar uma doce de sobremesa…😉

Recheio não-tão-doce: yogurte grego, avelãs no forno, pera rocha, canela.

A receita é do sítio do tio Mark e eu traduzo aqui para nós…

Para +- 4 panquecas médias:

  • 4 ovos
  • 1/4 chávena farinha de côco
  • 1/4 chávena leite de côco
  • 1/4 colher de chá de extrato de baunilha (opcional)
  • 1 pitada de sal
  • 1 pitada de noz-moscada
  • 1 pitada de canela
  • 1 colher de sopa de mel (opcional)

Misturar tudo na batedeira e deixar repousar 5 minutos. Fritar em lume baixo numa frigideira bem untada com manteiga. Esta massa coze mais devagar do que a de trigo, por isso é preciso ter um pouco mais de paciência e cuidado ao virar, pois também tem menos resistência mecânica enquanto húmida.

O mais interessante é que o sabor do coco quase não se nota na massa; os aromas dominantes são do ovo e condimentos e, claro, do recheio.

Nota sobre a farinha de côco: caso não a encontrem, não há problema, pode-se sempre usar côco ralado ou mesmo em lascas, desde que seja passado num moinho de café. A moagem tem de ser curta, senão a lâmina aquece e derrete a gordura do côco, fazendo uma bela cola.

E pronto, por hoje é tudo. Deliciem-se que eu também!!😀

~ por Vasco Névoa em Abril 6, 2012.

2 Respostas to “Panquecas “Paleo””

  1. Surgiram-me muitas perguntas ao ver estas panquecas maravilhosas mas nenhuma tão pertinente como esta: quando é que abres um restaurante “gluten free”? Lol!
    Adorava provar essas coisas.. Enquanto não tens esse negócio pensado, faço-me convidada para um lanche em vossa casa🙂

    • Serás bem-vinda!🙂
      O principal problema seria o nome de tal restaurante…. como transmitir a ideia de uma alimentação “toxin-free” num nome simples e despretensioso?…😉

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