eROCKIT desmistificada

Então afinal o que é que justifica um preço de quase 30.000 13.500 EUR por esta motorizada eléctrica?

erockit

Numa só palavra: estilo. O criador está claramente a propangandeá-la como uma inovação tipo “iPod” dos veículos eléctricos, e tem um preço de entrada no mercado a condizer. Eu cá digo que a inovação existe sim, mas é relativa. O que ele fez foi empacotar a tecnologia existente num produto bem acabado – o que é normalmente o passo mais difícil de fazer, e portanto tem todo o mérito!🙂

Então vamos lá ver o que tem esta bike de tão especial…

Não é preciso abri-la nem dar uma volta para perceber como funciona; basta observar bem as fotos (e perceber alguma coisa de híbridos, claro).😉

Vou então dissecar as belas fotos, e peço desculpa por torná-las feias, mas a didáctica assim o obriga…

Foto 1: lado direito.

eROCKIT_rightEsta é a mais divulgada por aí, e é fácil ver porque é que o criador insiste neste lado: é o que mais equipamento mostra. Aqui pode ver-se:

  • Laranja: o motor eléctrico e a correia de transmissão;
  • Amarelo: o controlador electrónico de potência;
  • Castanho: a caixa das baterias de lítio;
  • Verde: os pedais;

Até aqui tudo bem; ao princípio até pensei que isto era mais uma “pedelec”(bicicleta “normal” assistida electricamente, ou seja, um híbrido paralelo); mas depois reparei que não havia corrente entre os pedais e a roda, e que estava ali um “cilindro” qualquer à frente…

  • Azul: o gerador.

Para perceber melhor como isto tudo “cola”, tem de se olhar para o outro lado da bike:

Foto 2: o lado esquerdo.

eROCKIT_leftAqui pode ver-se, com alguma dificuldade, uma correia de transmissão entre os pedais e o gerador eléctrico.

Isto completa a figura de um veículo híbrido eléctrico-humano de transmissão série que vou clarificar com a ajuda de uma ferramenta de engenharia bastante simpática (o grafo de ligação energética):

eROCKIT_bondgraph

Traduzindo: os Pedais fornecem esforço (binário mecânico) ao Gerador, que por sua vez o converte num fluxo (corrente eléctrica) que é transmitido ao Motor que finalmente converte a corrente em esforço (binário mecânico) para a roda. Pelo caminho fica também a Bateria, que é um armazém extremamente importante de esforço (tensão eléctrica).

Aliás, neste veículo, e contrariamente a um Toyota/HSD ou um Honda/IMA, a bateria tem um papel muito mais fundamental do que o gerador (a pedais); para cumprir as promessas do seu criador de “dividir por 50 o esforço feito a pedalar, permitindo atingir 80 km/h” nesta pseudo-bicicleta, é obrigatório que apenas 1/50 da corrente total aplicada ao motor provenha do gerador a pedais, sendo que os restantes 49/50 vêm das baterias. Por esta razão, este veículo tem muito pouco de híbrido; é na realidade um veículo eléctrico puro, em que o acelerador foi substituído por pedais.

Pode-se argumentar que é um híbrido “plug-in” pois tem uma bateria de grande capacidade que se pode carregar na tomada, mas na realidade tem mesmo de se carregar na tomada, pois as pernas humanas não têm força para carregar a bateria e fazer andar o motor (ao mesmo tempo ou em separado) – as potências envolvidas são demasiado grandes.

Eu podia alterar o grafo de ligação para  incluir este carácter limitado do gerador, que na realidade é pouco mais que um “sensor”; mas como ainda assim é um sensor-actuador (pois “responde” ao esforço que nós fazemos nas pernas com uma força que suponho que seja proporcional à carga de deslocação), deixo como está: o gerador faz parte do fluxo de potência.

Tendo tudo em conta, acho que é um produto genial, pois estimula um estilo de vida muito próprio de mobilidade “verde” e ciclismo saudável sem comprometer a autonomia. E deve ser hilariante observar um daqueles “arranques no semáforo” em que os automobilistas (e algumas “aceleras”) ficam para trás de uma “bicicleta”!…😉 Acho que o Stefan Gulas teve uma óptima ideia, e espero que o projecto tenha muito sucesso, e que seja o início de toda uma nova geração de mobilidade urbana.

~ por Vasco Névoa em Agosto 5, 2009.

37 Respostas to “eROCKIT desmistificada”

  1. Mas por enquanto, vou esperar que entre no mercado com um preço mais simpático…🙂

  2. Se apenas 1/50 da energia provêm da força humana, para quê os pedais? Só se fosse para alimentar o iPod ou os faróis directamente, um circuito electrico em paralelo, ficando a bateria só para . A mim os pedais parecem-me manobra publicitária ou marketing.

    • Sim, os pedais são mais para o show-off. Mas se eu fosse construir uma destas, podes ter a certeza que faria com que os pedais oferecessem resistência às pernas em proporção à carga real de aceleração/subida do veículo, e aposto que foi o que ele fez. Portanto acaba por dar a impressão a quem anda nela de que se trata mesmo duma bicicleta e que as pernas fazem mesmo deslocar o veículo.
      Um amigo meu hoje contou-me que no ginásio costuma ver a potência marcada pelas máquinas enquanto faz exercício, e que é normal as pernas darem 100 W. Ora, eu não estou a ver este bicho a dar 80 km/h com menos de 3.000 W… daí a necessidade de puxar a maior potência a partir das baterias.

  3. Os pedais são a forma intuitiva e ‘orgânica’ com que controlas a aceleração da motorizada.
    Não está mal pensado.

  4. Compreendo, mas a mim não me convenceu… se fosse usada a energia dos pedais para os sistemas auxiliares, até achava piada. Do estilo, teres um comutador para sacares a energia para luzes, piscas, rádio ou outra bateria de reserva.

  5. No site da ErockIT está claro que o papel dos pedais é puramente emoccional, você pedala e deixa os veículos a gasolina para trás, é realmente uma jogada de marketing, usar a sensação de poder e superioridade ante ao mais comum…
    Projeto legal mas muito caro e claramente exclusivo, seria interessante populazizar veículos elétricos por conta do baixo custo, interessante pros usuários, não para as companias que dependem disso, acho que só por esse motivo só vejo bicicletas elétricas relativamente mais caras que motos.

    • Existem biciclets eléctricas muito baratas, comparando com isto. Por aqui em portugal os preços começam pelos 600€ e vão até aos 2000€, o que não se compara com uma motorizada eléctrica. As bicicletas chinesas estão em todo o mundo, não há desculpa para não as ver.😉

      • olha só, uma pena pois eu sou do Brasil, mais precisamente em São Paulo, e aqui, além da falta de espaço para bicicletas nas ruas e avenidas, não há muita propaganda ou incentivo para ter bicicletas elétricas, existem algumas que também custam algo em torno de 2000 R$, mas não parecem sistemas muito resistentes, afinal as ruas de são paulo sofrem bastante com a urbanização forçada que a cidade teve, onde muitos rios foram desviados para córregos e depois cobertos com avenidas…
        eu ja vi vários sites portugueses e do reino unido (UK) que apresentam, não só projetos bons como inovadores, e outros simples mas bem acabados, gostaria de saber um pouco mais das bicicletas daí de portugal…

  6. Olá, gostei muito da matéria!
    mas, por exemplo, para que que serve o controlador de potência?
    Ele é o acelerador?
    Obrigado!

  7. Pelo que eu entendi a propaganda desta bicicleta parece ser enganosa,fiquei com a impressão de ser movida exclusivamente a pedais mas vossa explicação fala o contrário…

    • Não confundir os “media” com a publicidade oficial da marca… os media nunca percebem nada do que se lhes diz, e apenas procuram explorar os aspectos diferentes sem sequer se preocuparem com aspectos menos importantes como por exemplo a exactidão dos factos relatados.😉
      A página da marca mostra claramente na secção de características técnicas que tem uma bateria e carregador de 220V, e leva 3 a 4 horas a carregar…
      http://www.erockit.net/eROCKIT.aspx

  8. Nossa vou importar pro Brasil!
    Uma pena que por aqui nao rola uma dessas, nao temos estrutura pra isso, mas seria muito irado andar com uma desses hibridos nas ruas de florianopolis, Santa Catarina.

    • Oi dansurf!
      Aqui em Portugal não temos estrutura para isso de certeza, principalmente quando comparados com o Brasil!!!🙂
      Não pense dessa maneira negativa, ou nada se faz.😉
      Em termos tecnológicos, este motociclo tem pouco de inovador; a inovação está no “formato” em que essa tecnologia foi empacotada: a bicicleta.
      Qualquer um pode criar uma coisa destas em casa, na garagem, desde que tenha conhecimentos e ferramentas. E os conhecimentos necessários para uma coisa destas adquirem-se com apenas 3 a 5 anos de prática e/ou estudos dedicados. Ou seja, no Brasil deve haver muitos milhares, senão milhões, de engenheiros e técnicos capazes de bolar coisas com esta imaginação pra frente.
      É só uma questão de juntar as pessoas certas na altura certa.😉

  9. ‎”13.500 EUR in Europe” diz Stefan Gulas no seu Mural
    ! http://www.facebook.com/profile.php?id=596078421

  10. Olá Vasco! Parabéns pelo artigo! Então e se numa construção deste tipo colocar-mos a opção de desligar o motor dos pedais e criar condições de pedalar directamente para a bateria? Por exemplo como forma de prosseguir viagem na falta de rede eléctrica por perto. Pedalando 1 hora quanto ganhávamos com isso traduzido em quilómetros?

    • Isso é uma pergunta de algibeira, dependia muito das características dos componentes.
      A potência contínua expectável das pernas humanas anda à volta dos 200W; a mota tem um motor de 9000w. Pressupondo que vamos circular a um 1/4 da potência (2250W), então teríamos de pedalar durante 11,25 minutos por cada minuto de circulação. Fora as perdas na electrónica + gerador + baterias, que deitariam fora cerca 15% do nosso esforço. Por aqui se vẽ que essa proposta só é aceitável para um pequeno número de pessoas.
      A verdade é que os monstros de metal em que andamos montados excedem largamente a nossa capacidade natural para a locomoção…🙂

      • Ah, e uma carga completa de bateria (3.100 Wh) levaria cerca de 15 horas e meia a pedalar se o gerador e as pernas dessem mesmo os 200 W contínuos…😉

  11. Obrigado Vasco Névoa! Estou completamente esclarecido. Então se pedalássemos 1 Hora conseguiríamos andar apenas uns míseros 5 Min. na melhor das hipóteses. Aproveito para solicitar contacto no Facebook http://www.facebook.com/daniel.otelo
    Obrigado!

  12. É pena Vasco! Poderíamos partilhar informações e actualidades sobre Electra-mobilidade, Sustentabilidade e outros itens interessantes no meu perfil pessoal:
    http://www.facebook.com/daniel.otelo
    ou em:
    http://www.facebook.com/UrbanWay.org?sk=wall
    Mas já que é assim dê apenas uma vista de olhos a:
    http://www.urbanway.org-Green Mobility
    Mas permita-me que lhe diga, um dia vai ter perfil no Facebook!
    Até sempre e muito obrigado pela atenção!
    Hã, se quiser fazer um resumo e publicar o seu projecto em UrbanWay.org na página:
    http://www.urbanway.org/index.php/design-transporte-do-futuro#Design%20Transporte%20do%20Futuro
    estamos à disposição!

  13. Boas,
    Uma pergunta, por acaso tem ideia de como funciona o mecanismo dos pedais como acelarador?. Será feito apenas mecanicamente ou também electronicamente?. Como e que ao pedalar mais rápido faz com que a bicla ande mais rápido ?. Agradeço a sua atenção e espero que me possa ajudar. Obrigado

    • Tanto quanto pude avaliar pelas fotos, o acionamento dos pedais apenas transmite energia elétrica ao resto do sistema, sem qualquer ligação mecânica. Daqui saem duas hipóteses: ou os engenheiros criadores se limitaram a interligar eletricamente esse gerador ao resto do sistema e simplesmente deixam que a física da eletrotecnia resolva o equilíbrio de forças (o que eu duvido, porque seria pouco confortável para o pedalador), ou então metem alguma eletrónica de potência pelo meio para regular a transferência de energia entre o gerador e as baterias/motor, tornando a experiência mais linear e confortável para o ser humano. Acredito que tenha sido esta a via escolhida, embora nunca tenha tido a oportunidade de experimentar em pessoa.

  14. Será então algo como o Thun sensor?

    http://www.thun.de/en/products/sensor-technology/

    • Olá Luís, e obrigado pelo link, não conhecia este produto tão interessante.

      Depois de estudar a tecnologia do “Thun X-CELL RT” chego à conclusão que tem algumas propriedades em comum com a utilização do gerador a pedais da eRockit:
      – mede a cadência de pedalagem;
      – mede o binário (força) exercida nos pedais;
      Isto permite, tal como diz na publicidade, que o controlador eletrónico da bicicleta faça as contas com grande precisão à velocidade e binário que o motor elétrico tem de exercer para que a experiência do condutor seja perfeita. A partir dessa informação o controlador pode decidir ajudar o condutor com força igual, inferior, ou superior no motor, conforme estiver programado.

      No entanto, o X-CELL RT e o gerador elétrico são completamente distintos ao nível tecnológico, e isso confere algumas diferenças funcionais entre os dois.

      Há duas coisas que o gerador é capaz de fazer e o sensor da Thun não:
      – exercer força de reação contra o movimento dos pedais (binário resistente);
      – transmitir essa energia dos pedais para a bateria/motor (é pouco, mas está lá);
      Esta primeira capacidade é essencial num meio de transporte híbrido-série, ou seja, que não tem transmissão mecânica entre os pedais e as rodas – se o gerador não servisse de travão ao movimento dos pedais, as pessoas pedalavam “em vazio” o que não é agradável nem funcional. Numa “pedelec” normal o esforço de pedalar tem origem no contacto roda/estrada através da transmissão mecânica normal, ou seja, no binário necessário para fazer andar o veículo. Mas numa híbrida-série não há uma correia ou corrente entre a roda e os pedais, e esse esforço resistente tem de ser recriado por outra forma. Este esquema híbrido-série tem a vantagem de poder regular completamente o binário resistente (força nos pedais) em total independência do binário motor (força na roda) por meios eletrónicos, e é isso que dá ao condutor da eRockit a sensação sobre-humana de pedalar arranques até 80km/h.😉

      Espero não ter tornado as coisas mais confusas.🙂

  15. Olá Vasco, agradeço imenso estes novos esclarecimentos. Tornaram claro uma parte que faltava, como dar um esforço resistente á pedalada para que o utilizador não pedale “em vazio”. Muito obrigado!
    PS: Faz-me falta a sua participação activa no Facebook, vá lá!

  16. Olá, alguém saberia me dizer quanto tempo levaria para recarregar totalmente a bateria da bicicleta com uma placa solar dobrável pequena/média que daria para levar junto com a bicicleta ?
    Eu não entendo muito de elétrica, por isso não sei dizer a potência geradora da placa. Mas fica uma dúvida.

    Grato desde já. Abraços

    • Olá P.
      A bateria da e-rockit acumula cerca de 3 kWh de energia. Portanto, se tivéssemos um painel solar com a potência de 3 kW (3000 W) poderíamos carregá-la em uma hora.
      Como os painéis solares andam com uma potência de cerca de 150 W por metro quadrado, seria necessário um painel de 20 metros quadrados (assumindo que este iria sempre funcionar na potência máxima, o que nunca acontece – mas no norte do brasil até deve andar lá perto). Um painel destes seria uma boa opção para cobrir um telhado de casa ou um telheiro de estacionamento, por exemplo.
      Como isso não é portátil nem barato, vamos partir do princípio que temos um painel com meio metro quadrado (70cm x 70cm); este daria um potência máxima de 75 W, o que levaria 40 horas a carregar esta bateria desde o zero.
      No entanto, aquilo que acontece na realidade com a esmagadora maioria dos utilizadores dos veículos, elétricos ou não, é que apenas “gastam” uma pequena parte da autonomia total do veículo em cada viagem. Na Europa as pessoas comutam entre casa e trabalho numa distância média muito pequena, aí uns 15 a 20 km. Isto representa uma pequena fração da autonomia total da bateria, talvez 1/5. Portanto, tendo a bateria carregada totalmente no arranque a partir de casa, e depois de chegado ao destino de trabalho, levaria cerca de 8 horas a carregar com esse painel pequeno os 600 Wh gastos no percurso… o que me parece razoável.
      Entendido?

      • Mas de qualquer forma teríamos de obedecer ao limite máximo de potência do próprio carregador e bateria, portanto não valeria a pena ter um painel maior que 5 metros quadrados (750 W), pois a bateria tem de carregar em 4 horas para se manter saudável durante muitos anos.

      • Opa, entendido sim, muito grato irmão pelos esclarecimentos! =)
        Então ela não poderia ser recarregada mais rápido do q 4 horas, independente se for na tomada ou no painel solar, por causa do limite do carregador, é isso ?

        Vamos supor, será que é possível com ajuda de um painel solar menor de 750w, o que a pessoa teria que pedalar ao mesmo tempo, carregar a bateria com essas duas fontes de energia ao mesmo tempo ?

        Penso em usá-la para uma viagem, o que não sei se seria em todo lugar q teria tomadas para carregar a bateria de novo. Então o caso do painel solar seria uma boa. Mas não estou achando nenhum painel dobrável e que venha sem bateria, apenas gere a energia e mande para a bateria da bicicleta.

        Abraços irmãos! (=

  17. Eu também estou a pensar nessas duas fontes de energia para o meu próximo projecto. Vejam isto, talvez ajude: http://www.brunton.com/collections/solar/products/solaris-12

    • Muito legal esses equipamentos Daniel! Era exatamente isso que eu estava pensando. Porém fui ver agora, fica inviável para uma viagem com essa bicicleta, só de painéis solares seriam 15 Kg para carregar e ainda assim não atingiriam a potência máxima de carregamento da bike como o Vasco falou. Se for tudo isso de peso, penso então em um gerador eólico mesmo, que dá para montar e desmontar, e q da para colocar em um bambu bem alto. É outra opção.

  18. Tem também isto aqui que podia ser uma boa solução se estivesse já à venda: http://inhabitat.com/sda-unveils-pure-tension-portable-solar-charging-canopy-for-the-volvo-v60-plug-in-hybrid/

  19. Dá para fabricar em casa facilmente um modelo parecido, usando um motor de esteira Caloi + alternador de um palio + 3 ou 4 baterias de lítio.
    Se dispuser de uma máquina de solda, rodas de mobilette, melhor ainda.

  20. O ultimo comentario foi esclarecedor mas como compro uma eROCKIT no Basil.

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