O tigre muda as riscas

Tal como o SW Livre mudou o seu cartão de visita de “Free Software” para “Open Source” para poder competir no mundo empresarial, também o “Democracy Player” mudou de nome para “Miro” para poder entrar nas casas das pessoas que não compreendem nem se interessam pelos direitos, responsabilidades e liberdades civis.

Mudou a imagem, mas não a essência nem a qualidade.

Para além de ser um media player aceitável e simples de usar, o Miro continua a fornecer a sua característica inovadora: é uma autêntica Televisão Livre, com canais actualizados constantemente por RSS e descarregamento automático (e partilha) por BitTorrent. A simplicidade do génio.🙂

O conteúdo dos canais é tão variado como a própria World Wide Web. Podemos chamar a isto a World Wide Television?… Os autores dos programas são (maioritariamente) cidadãos, e não empresas ou organizações. Um pouco de tudo para todos, normalmente com Licença “Creative Commons”. No meio de algum lixo, encontram-se muitas pérolas! Dos canais “National Geographic” e “NASA” às tentativas mais patéticas de pornochachada / comédia, passando pelas dezenas de videoblogs techno-geek e documentários independentes reveladores, a escolha é enorme.

O sítio funciona um pouco como um “Planet” agregador, só que para “vidcasts” em vez de blogs de texto: é um índice global de “RSS feeds” de vídeo, que depois se integram transparentemente no “player”. Em suma: instalem, experimentem, e deitem fora a TV.😉

Dêem uma voltinha pelos canais disponíveis; não percam a coragem, e investiguem fundo; vão de certeza descobrir algo que vos diz respeito ou vos interessa.

Exemplos: Canais de Ciência (muito giros!), Activismo (algumas revelações por aqui…), Viagem, etc…

Ah, e não se esqueçam de votar em todos os canais que virem!!! Contribuam para a qualidade da WW-Tv!🙂

E já agora, fundem um canal próprio!!!

Enjoy!

P.S. – existem maneiras menos democráticas e lícitas de usar o Miro, mas quiçá, talvez mais interessantes para algumas pessoas…. como por exemplo integrando canais da TVrss…😉

~ por Vasco Névoa em Outubro 25, 2007.

6 Respostas to “O tigre muda as riscas”

  1. As possibilidades são realmente muitas, dão-nos liberdade e é isto que acontece🙂.

    Uma ideia que agora me parece parva por ser tão básica são os canais com programação cujos direitos de autor já expiraram. Felizmente já alguém pensou nisso e há um canal ou outro dedicados a isto mesmo.

    O miro ainda precisa de umas melhorias aqui e ali, mas em pouco tempo já evoluiu muito e na minha opinião começa finalmente a ganhar o ímpeto que merece.

  2. “o SW Livre mudou o seu cartão de visita de “Free Software” para “Open Source”” ??

    o software livre é um nome para um tipo de licenciamento de software, portanto não pode mudar nada. a entidade que o poderia fazer, a sua criadora Free Software Foundation não o fez.

    E não há uma mudança porque o Livre não deixou de ser livre, para ser aberto. O que aconteceu foi a criação de um novo conceito baseado na prática em vez do conceito livre, baseado na ética.

  3. Tem cuidado, João Matos, já estiveste mais longe de te tornares num “troll”!…😛
    Agora a sério, depois de leres a minha entrada anterior e esta, ainda achas que não sei a diferença entre Livre e Aberto? acho que não leste nada do que escrevi. Mas não te culpo, o meu texto pode ser pesado às vezes, e pessoas muito ocupadas como tu não têm tempo para ler todas as linhas.😉 E além disso, tenho o defeito de ter muita “liberdade poética” nos termos que utilizo, o que pode confundir os leitores, para além do uso de uma ou outra hipérbole…
    A reunião em que foi decidido criar o termo “Open Source” e as razões por detrás disso estão descritas no livro “Open Sources, Voices from the revolution”, mas decerto já conheces essa informação.
    A minha afirmação não é assim tão errada; quando disse que “o SW Livre mudou o seu cartão de visita”, estou a referir-me à comunidade do SW Livre, que era a única que existia até essa altura. Depois da criação do “novo conceito” do Código Aberto, o facto observável é que Stallman ficou muito menos apoiado; houve uma fractura na comunidade, e é isso que eu descrevo no meu artigo. Houve realmente uma mudança em muitas mentes, pois muitas pessoas da comunidade Livre se voltaram para a atitude Aberta, descartando o peso insustentável do Livre. Esta mudança foi provocada pelo próprio activismo excessivo de Stallman, que deu má imagem ao SW Livre dentro do mercado empresarial. Hoje em dia, enfraquecida que está essa conotação comunista, finalmente começamos a poder voltar a aceitar o SW Livre em toda a sua grandiosidade, pois as empresas “compram-no” bem. E as empresas são fundamentais na manutenção do SW Livre… como sabes!!!

  4. bom, aqui entramos na ambiguidade da sensibilidade de cada um perante os factos… troll não, man… escreves de forma “poetica” como dizes o que faz com que possam sugerir más interpretações.

    o que torna possivel haver esta comunidade é a ultima clausula da GPL, que obriga a que as alterações voltem para a comunidade. obvio que isto é a paercepção de cada um. porque é que o BSD e codigos com licenças semelhantes não vingaram, na generalidade?

    Mas acho piada ao chamar extremista ao homem que criou esta comunidade. chamar extremista aquele que luta por mante-la.
    Já viram as discussões da ML do kernel? aquilo é extremismo! faltam-lhe as palavras “grita”… já para não falar do facto do linus ter popularizado o seu kernel através da licença que fez com que as modificações que fizessem ao seu kernel voltassem para ele e depois vir cuspir no prato onde comeu, dizendo que até prefere uma licença do tipo BSD. enfim…

    não vos maço mais, pelos meus comentários e os teus comentários aos meus comentários, já estou de troll a extremista.

  5. Ora essa, estás à vontade. Concordo plenamente contigo quando dizes que tudo isto é uma questão de sensibilidade aos factos; aliás, a minha entrada (“As duas faces (…)”) está escrita em tom de gozo, precisamente para não ser levada demasiado a sério. No entanto, tentei deixar referências suficientes para quem quiser investigar o assunto a fundo. Penso que não se pode negar que Stallman é um homem de convicções muito fortes, e como tal, segundo os parâmetros da nossa sociedade, um extremista. Até que ponto isso é bom ou mau? Para mim, é bom; sem o activismo dele não haveria Comunidade… Mas para as pessoas medrosas, ou de parcas capacidades, as que têm mais a ganhar dos maus modelos de negócio (os abusivos), ele mete medo, e o medo alimenta a desconfiança e gera reacção negativa.
    Não faz mal, com o tempo os fantasmas desaparecem e o que é bom estabelece-se como norma “de facto”. Por isso digo que a guerra está ganha, e apenas precisamos de continuar a fazer o que gostamos de fazer: usar, partilhar e contribuir. Ah, e experimentar negócios com base nisso!🙂

  6. […] Aberto, Gratuito… A minha troca de galhardetes com o João Matos foi interessante, e tenho de admitir que os meus escritos baralham um pouco os […]

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