Tá quase…

•Setembro 27, 2017 • 1 Comentário

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Só mais um aninho, desta vez com foco total na prática da Nutrição Clínica… se me dissessem em 1998, quando terminei a lic. em Engenharia Mecatrónica, que 20 anos depois estaria a tornar-me Nutricionista, eu teria rido histericamente. Mas a vida é mesmo longa e cheia de montanhas que tapam o horizonte…

Entretanto lanço aqui uma “adivinha”: qual é coisa, qual é ela, que eu estou unicamente posicionado para fazer?… humm?… Não é difícil acertar. 😉

2017 Venn me

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Progress

•Julho 23, 2015 • Deixe um Comentário

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Guy Fawkes’ night

•Novembro 5, 2014 • Deixe um Comentário

“Remember, remember!
The fifth of November,
The Gunpowder treason and plot;
I know of no reason
Why the Gunpowder treason
Should ever be forgot”

220px-Anonymous“Voilà! In view, a humble vaudevillian veteran cast vicariously as both victim and villain by the vicissitudes of Fate. This visage, no mere veneer of vanity, is a vestige of the vox populi, now vacant, vanished. However, this valourous visitation of a bygone vexation stands vivified and has vowed to vanquish these venal and virulent vermin vanguarding vice and vouchsafing the violently vicious and voracious violation of volition! The only verdict is vengeance; a vendetta held as a votive, not in vain, for the value and veracity of such shall one day vindicate the vigilant and the virtuous. Verily, this vichyssoise of verbiage veers most verbose, so let me simply add that it’s my very good honour to meet you and you may call me V.”

Sopa de rabo de boi à “paleo”

•Novembro 21, 2012 • 5 comentários

E cá estou eu de novo a tentar usar a maior variedade de partes da vaca numa alimentação simultaneamente nutritiva, segura, e económica. O rabo de vitela não é uma peça muito requisitada, mas a sua carne é muito boa e as articulações fornecem colagénio e minerais que podem ajudar na recuperação do sistema digestivo e das nossas articulações.

As receitas de sopa de rabo de boi que tenho visto pela net envolvem todas algum tipo de fito-toxina, seja o glúten da farinha de trigo, ou as lectinas do feijão, ou qualquer outra coisa porreira do género para criar permeabilidade intestinal e doenças auto-imunes. Vai daí resolvi reinventar esta sopa tradicional numa versão segura. Não é espectacular, mas ficou muito bem.

Um rabo de vitela congelado, vindo do Solar da Giesteira.

Depois de descongelado, eu prefiro cortar para cozinhar. Mas penso que se pode cozinhar inteiro…

Rabo fatiado. Cortar o rabo requer força e destreza, porque é preciso cortar pelo meio das articulações e nem sempre é fácil perceber onde estão. Se tiverem a opção, comprem já cortado.

Faz-se uma cozedura lenta do rabo em água com um ácido, como o sumo de um limão, ou vinagre, ou cidra, à escolha. Eu costumo deixar tapado durante umas horas em “lume brando”, até a carne se soltar dos ossos. Alternativamente, pode-se só estufar a carne com os temperos. Eu prefiro a cozedura lenta porque assim retiramos a máxima quantidade de nutrientes e minerais.

Depois de umas 4 horas a cozer, os ossos separam-se bem da carne. Retiram-se da panela para continuar a fazer a sopa.

Descasquei e piquei batata doce, alho francês, abóbora, e nabo para cozer na água com o rabo de boi…

… e juntei também couve e pak-choi cortadinhos…

… e deixei cozer durante mais 40 minutos ou uma hora, em fogo médio/baixo. Ajustar o sal antes do fim.

E pronto, cá está a sopa. Com a bela da gordura a flutuar, claro. Não entendo como é que há receitas que pedem para levar a sopa ao frio para poder remover a capa de gordura saturada… é mesmo de quem não percebe nada de nutrição e saúde! 🙂

É claro que isto é uma sopa pesada e pode perfeitamente substituir uma refeição. Saboreiem!

Bochechas com batata doce

•Novembro 20, 2012 • 10 comentários

Peço desculpa pela qualidade descendente das fotos das minhas receitas ultimamente, mas a pressa e a máquina fotográfica não têm ajudado. Prometo que me vou esforçar mais para as próximas vezes, mas desta vez vão ter de se contentar com uma foto tirada de fugida ao último  pedaço antes de ser devorado…

Bochechas de vitela estufadas em óleo de coco e batata doce assada com manteiga e ervas.

Por pouco nem mesmo este pedacinho desfocado de carne viam… 🙂 A bochecha é mais uma das partes baratas da vaca que ninguém quer, mas com um bocadinho de jeito ficam bem boas. Já tentei fritar na frigideira mas ficam um pouco rijas. É melhor um tratamento mais completo. A batata doce é um “amido seguro”, é quase tão completa como a batata branca e ao contrário desta tem a vantagem de não ter glicoalcalóides para nos lixar as articulações e a tripa.

A carne: cortei uma bochecha de vitela em fatias e levei-as ao forno em cima de uma dose generosa de óleo de coco. Foram polvilhadas com ervas, pimentas, e sal. Quando estiverem com bom aspecto, é virá-las.

As batatas: foram  descascadas e semi-cortadas às fatias, só até 2/3 da altura, para não se desfazerem.  Assim que as fatias começarem a separar, barra-se generosamente com manteiga e tempera-se com ervas e especiarias.

E pronto. A carne estava absolutamente divinal, e as batatas bem boas. Bochechas: aprovadas.

Língua de vaca deliciosa

•Novembro 20, 2012 • 3 comentários

Aqui há uns dias fiz um prato pela primeira vez na vida, e não saiu nada mal. Aliás, diria que saiu perfeito e que provavelmente nunca mais irá sair tão bem.

Língua de vaca estufada é uma recordação de infância que me faz sentir bem… e quando vi língua de vitela na lista do Solar, mandei logo vir. A língua (secção “miudezas e outras peças”) é uma carne barata e nutritiva. Na mesma secção encontram-se joias nutritivas como Coração, Fígado, Rins, Bochechas, Ossos do Tutano, Rabo, e outros. Outra secção preferida é a “peças de corte económico”, onde se encontram mais preciosidades nutritivas como Aba e Ossobuco a um bom preço, fruto da esquisitice da maioria da população que só gosta de bifes do lombo e da vazia. Obrigado esquisitinhos, mais fica para nós os paleolíticos. 😉 Nós ficamos com a nutrição e vocês com a conta.

A seguir, quando me deparei com a peça em cima do balcão, pensei: “e agora, o que faço com isto? Só a minha mãe é que deve saber cozinhar esta cena.” Um telefonema depois já estava armado desse conhecimento ancestral. 😉

Língua de vitela a cozer. Mínimo 30 minutos, para ficar tenra.

A língua já cozida. Note-se que a pele ficou bem branca. Esta pele sai muito facilmente quando a língua está bem cozida, é só puxar e quase sai inteira.

Depois de cozida e pelada, a língua é fatiada. A seguir faz-se um refogado das fatias em tomate e todas as especiarias que nos ocorrer. Quando perguntei à minha mãe o que havia de usar ela respondeu “vai pondo”. Mesmo como eu gosto. 😉 Louro, pimenta, alho, coentros, cominhos, e sei lá mais o quê.

E pronto, cá está a iguaria. Estava tão boa que toda a língua desapareceu num instante num almoço de 5 pessoas. Bom, 3 adultos e 2 crianças. E os putos adoraram a carninha tenrinha e saborosa. Só não lhes podemos dar a parte que tem as artérias porque eles estranham muito. De resto, está definitivamente aprovado!

Foi acompanhada com uma mega salada de verdes variados e algumas nozes e amêndoas. E pronto, assim se passou a minha primeira língua de vaca. Gozem em boa saúde! 🙂

Hambúrgueres do coração

•Novembro 2, 2012 • 18 comentários

Agora estou fã do Solar da Giesteira. Mandamos vir uma pancada de carne de vitela criada ao ar livre e porco preto biológico. Como a intenção é investir na nossa saúde não só do ponto de vista da pureza/contaminação mas também da densidade nutricional, escolhi várias peças pouco usuais dos animais, como língua, coração, fígado, rabo…  tudo muito rico e gorduroso!! Mnham mnham mnham.. e barato, porque estes cortes são pouco requisitados. 😉

Mas quando a minha menina viu um coração de vitela inteiro em cima da bancada, disse: “e agora, o que vamos fazer com isto??” Bom, na verdade eu estava a pensar cortar em bifinhos, não vejo mal nenhum nisso. Mas ela preferiu picar a carne. Daí aos hambúrgueres, foi um passo.

Como esta carne era especial, os ditos também tinham de ser. Piquei também uma mão-cheia de amêndoa assada no forno e misturei com uma data de especiarias: flor de sal, orégão, gengibre em pó, pimenta preta moída de fresco, tomilho, e noz moscada.

Hambúrgueres de coração de vitela, com amêndoa. Grandes e suculentos.

Devia ter acrescentado um ovo, porque depois eles na frigideira começaram a desfazer-se. De uma forma suculenta, claro.

Fritura em óleo de palma, gordura robusta e nutritiva.

E pronto, assim que ficaram mal passados pudemos apreciar com grande prazer estes muito saborosos hambúrgueres. A carne tem uma textura e sabor diferentes do normal, algo entre o lombo e o fígado… é melhor provarem para perceberem. 😉

Devia ter metido um ovo na mistura para não se esfrangalharem…

Mal passado… hummmmm…. 🙂

Um muito obrigado à vaquinha que tão abnegadamente nos cedeu a sua bomba hidráulica. E os seus ossos, com os quais fizemos uma sopa divinal. E o seu fígado, e o seu rabo, e as suas bochechas, e…    🙂