Acorda, Neo
Coisas que decidi deixar de usar há uns anos atrás:
- Relógio de pulso;
- Televisão;
- Rádio;
- Jornais;
- Media Player (MP3/Ipod/etc.);
E com o tempo, outras coisas foram caindo para a invisibilidade de uma forma natural, pela simples mudança de lentes pelas quais via a vida:
- Publicidade em cartazes (excepção feita aos anúncios natalícios da Triumph; são provavelmente o meu último vício desse velho mundo)
- Publicidade na web;
E resisto activamente aos equivalentes a estas coisas que teimam em aparecer na web, como o Facebook.
Todos estes dispositivos são parte do mecanismo de controlo e homogeneização do cidadão. Qualquer pessoa que se afaste do ruído destes canais por algum tempo percebe que vivemos mesmo dentro da distopia de 1984. Até temos o nosso próprio “Ministério da Verdade“, apenas lhe chamamos “Media”.
“Eu apenas te posso mostrar a porta, Neo, és tu quem tem de a atravessar.”
O primeiro passo é calar o ruído. Só depois podemos ouvir-nos pensar por nós próprios.
