The big fat lie

Encontrei, por um feliz acaso, a explicação daquilo que me deu cabo da saúde.

Mas como se diz à população de todo o mundo civilizado que tudo o que aprendemos na escola nos últimos 30 anos sobre alimentação está simplesmente errado?… e que toda a indústria alimentar, tanto por negligência interessada como por desconhecimento, perpetua um mito perigoso para a saúde?…

Não há solução mágica; cada um tem de avaliar por si.

Facto: a proteína (carne, peixe, ovos, marisco, etc.) está presente na nossa dieta desde o primeiro dia da nossa espécie predadora (pelo menos desde à 500.000 anos, quando o Homo Erectus dominou o fogo);

Facto: os hidratos de carbono (todos os cereais e derivados, batata, e afins) só entraram na alimentação humana nos últimos 2% (10.000 anos) da História da nossa espécie; até lá, só os conhecíamos em doses extremamente pequenas e ocasionais (frutos, raízes, e legumes).

Facto: a gordura animal sacia o apetite mais rapidamente e mais completamente que os hidratos de carbono, e contém minerais e vitaminas essenciais à saúde e sob formas facilmente assimiláveis pelo nosso metabolismo;

Facto: os Hidratos de Carbono estimulam intensamente os nosso metabolismo de açúcares, provocando o desgaste rápido do pâncreas e a desregulação dos circuitos hormonais de controlo do metabolismo energético; além disto, provocam directamente o ganho de peso na forma de gordura.

Facto: as pessoas obesas que continuam a ingerir hidratos de carbono, mesmo que em total ausência de gorduras, não emagrecem – perdem sim massa muscular em vez de gordura, e ainda por cima continuam com fome, pois o corpo continua a pedir os materiais de construção para os músculos.

Conjectura: a corrente fobia da gordura e dependência dos hidratos de carbono são directamente responsáveis pela epidemia de obesidade e diabetes que alastram por todos os países industrializados (incluindo Portugal), e ainda por outras doenças relacionadas (que não existiam antes da revolução agrária) como por exemplo a intolerância ao glúten. Os hidratos de carbono são a comida mais barata e omnipresente por aqui, e por isso as classes mais pobres são também as classes mais afectadas por estas doenças. E para piorar a coisa, são oficialmente defendidos como saudáveis.

Conclusão: por mim, acabou-se as batatas, o arroz (excepto sushi!), e acima de tudo o pão, bolachas, tostas, biscoitos, e tudo o que tiver farinha (como as massas). E venham de lá as enormes quantidades de proteína e gordura, que é aquilo que o meu organismo realmente precisa para ser saudável (e elegante)! Claro que, dado o carácter “revolucionário” desta dieta, tenho de me fazer acompanhar por um médico…

Recursos deste artigo:
http://www.fibromyalgiatreatment.com/Articles_FAT.htm
http://www.thepaleodiet.com/published_research/
http://www.fibromyalgiatreatment.com/recipe_breakfast.html
http://www.fibromyalgiatreatment.com/Research_HGdiet.htm
http://www.fibromyalgiatreatment.com/hypoglycemia.htm
http://www.opinions3.com/reactive_hypoglycemia.htm
http://www.surfercouple.com/fibro_hg.htm

~ por Vasco Névoa em Novembro 13, 2008.

2 Respostas to “The big fat lie”

  1. Não posso deixar de reparar que toda a nossa civilização parecer ter aparecido por volta da mesma altura que os hidratos de carbono… Se caçar é mais fácil se estamos cheio de proteínas e gorduras animais não sei, mas ler, escrever, matemática, filosofia, medicina, etc… parecem dar-se bem com hidratos de carbono.

  2. Sim, tens razão, a revolução agrária permitiu o enorme “boom” da humanidade, incluindo a formação das grandes cidades e nações que hoje temos, para além do iluminismo, a renascença, a revolução industrial, o século da ciência, etc.
    Mas tal como industrializámos a nossa alimentação, também industrializámos por consequência o nosso ciclo de vida; li num desses links que aproximadamente 50% da população se dá bem com os hidratos de carbono, enquanto outros 25% têm problemas visíveis como obesidade e diabetes, e os restantes 25% compensam os efeitos maléficos através de várias respostas inatas e aprendidas (café e açúcar!), escondendo inadvertidamente a seriedade do problema. No entanto, “ninguém” se importa – desde que a indústria continue a bombear produtos e a sociedade continue a engoli-los, tudo está bem. E as doenças crónicas que daí advêm dão muito jeito para manter a indústria da saúde (médicos e farmacêuticas incluídos) – trata-se os sintomas, satisfaz-se as pessoas imediatamente, e faz-se muito dinheiro no processo.
    Esta é a minha verdadeira queixa: todo o esquema está baseado em princípios de imediatismo e de sacrifício do longo prazo… na criação de entropia para criar novos mercados, sacrificando os indivíduos… tudo indica que grande parte das doenças “modernas” são causadas pela alimentação industrializada.
    O problema é difícil de resolver… industrializar uma alimentação realmente compatível connosco não é nada fácil, escala muito mal, e é por isso que “eles” fogem disso.
    Eu compreendo isso. Mas ao menos não nos mintam, porra!!! :P

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