Lindo!! :)

•Outubro 29, 2009 • Deixe um comentário

Eis algo que não se vê todos os dias: um fluxograma que nos ajuda a escolher a nossa religião.

Aviso: é profundamente sarcástico, por isso não é aconselhável a pessoas sem sentido de humor, ou pior ainda, a fundamentalistas acéfalos. Mas as pessoas inteligentes irão concerteza rir-se com o gráfico, e ainda mais ao ler os comentários no blog original. Só tenho pena que seja tão reduzido, havia muito mais para lá pôr. ;)

Enjoy!

religion_flowchart

Toca a converter!!! :)

•Outubro 17, 2009 • Deixe um comentário

O Njay deu-me esta bela dica de uma loja web para Portugal que  eu não conhecia e que vende componentes para conversão e construção de veículos eléctricos: a Batlight.

Tem motores AC e DC, controladores de potência, baterias de lítio, as novas baterias de chumbo-silicone, sistemas de carga / controlo / balanceamento de baterias, e ainda acessórios como aceleradores e afins. E motores-roda para motos e automóveis!!! Apesar de ser um pouco cara, mas isso já nós sabemos que é sempre assim.

Também vende scooters e motorizadas eléctricas e umas imitações rascas de Segway, e parecem-me bem, para os preços.

Vão lá ver, que vale a pena! :)

Lindo

•Outubro 9, 2009 • Deixe um comentário

Eu não sou fã do Abstruse Goose, mas de vez em quando aparecem coisas soberbas como esta.

illusion

Enfim, nem só de XKCD vive o homem. :)

Liberdade, a quanto obrigas

•Outubro 2, 2009 • Deixe um comentário

O Irão continua debaixo da opressão de um ditador, e a Internet por lá continua censurada e vigiada “em nome da lei”.

Há quem se insurja contra este estado de coisas, mas quando todos os meios de comunicação estão vigiados é extremamente arriscado falar contra um Estado ditatorial, e as consequências são graves para os apanhados.

É por estas razões que tanto admiro os projectos de anonimidade e anti-censura na Internet.

Por um lado, temos o velho TOR (The Onion Router), um autêntico labirinto encriptado que esconde o nosso tráfego e fá-lo aparecer magicamente noutra região do globo. O sistema tem as suas fragilidades, como por exemplo alguns servidores proxy falsos (tomados pelo “inimigo”) e alguma facilidade em ser bloqueado, mas mesmo assim é uma boa escolha. O funcionamento da rede TOR é descrito no romance “Little Brother” que já aqui comentei, mas também está na Wikipedia.

Por outro lado, temos novas opções a emergir, como é o caso do “Haystack” que promete complementar o TOR de forma a impedir o bloqueio e a detecção e a manter uma privacidade à prova de bala. Os pormenores técnicos não estão disponíveis, nem estarão enquanto que a situação socio-política estiver “quente”, mas dada a descrição que aparece no site deles eu aposto que é uma implementação de mais uma criação fantástica que aparece no romance “Little Brother”: a rede ParanoidXbox. De cada vez que vejo a ficção científica dar origem à realidade, sinto orgulho em ser geek. :) Quem quiser auxiliar esta causa, pode doar as “USB Flashdisk” (126MB ou maior) que tenha na gaveta, para que eles possam distribuir este software pelos Iranianos. Este movimento de resistência também está no Twitter, para quem quiser acompanhar.

Outra rede de proxies para túneis secretos foi fundada por Eric S. Raymond após o homicídio mediático da cidadã iraniana Neda, dando origem à NedaNet.

E para o uso anónimo dos canais IRC, há também o projecto “Anonymous Iran“.

O povo Persa é de grande valor social e cultural, apenas a cúpula está podre. Espero que melhores dias venham aí, para o bem de todo o mundo…

O meu primeiro híbrido :)

•Setembro 15, 2009 • 10 Comentários

Finalmente comprei a bicicleta com assistência eléctrica. :)

Depois de muitas lojas, fornecedores, e até leilões on-line correr, acabei por encontrar o meu fornecedor por mero acaso no meio do ISEL.

As bicicletas eléctricas que tenho visto padecem sempre de algum mal: ou são demasiado rascas na construção, ou são excessivamente caras sem nada que o justifique, ou têm um bom preço e qualidade mas contêm erros de engenharia básicos. Por isso quando vi esta, fiz marcação cerrada ao proprietário (que também é o vendedor) para que me arranjasse uma o mais depressa possível. Tive de a ir buscar a Cascais, mas valeu a pena.

Eis aqui a bichinha… modelo M1.

NewElectricBike

Hoje houve um encontro de colegas da minha empresa no parque ribeirinho da Barquinha. Estavam lá mais de 50 pessoas, e quase 20 delas quiseram dar uma voltinha na bike. Todos se surpreenderam, fosse pela aceleração de arranque ou pela facilidade de pedalar. Quantos irão converter-se à mobilidade eléctrica?… não sei, mas valeu a pena tentar. :)

Delfim, da MVP (Mobilidade, Veículos não Poluentes, Lda.) que me vendeu o veículo, foi extremamente simpático e tivemos muita oportunidade de conversar sobre o estado do mercado, a nossa paixão por pedalar, e também um pouco da tecnologia das bicicletas eléctricas e da influência Chinesa. Deu para ver que a MVP está intensamente envolvida no desenvolvimento não só do mercado europeu mas também dos próprios produtos tecnológicos, tendo algumas parcerias com o ISEL e a Faculdade de Belas Artes. Por isso espero grandes coisas da MVP no futuro.

Aquilo que me convenceu a comprar esta foi o posicionamento correcto dos componentes: a bateria ao centro, em baixo; e o motor na roda traseira. Ah, e o quadro em alumínio, que ainda por cima não é feio nem mariconço. ;) Só é pena o controlador electrónico estar junto ao chão, vamos lá ver como é que ele se comporta com a chuva e as poças de água. De resto, é quase uma “hardtail” semi-rígida perfeitamente banal, e talvez passe despercebida o suficiente para não ser vandalizada nem roubada com facilidade. A bateria está trancada com chave ao quadro, e é muito simples de tirar e pôr (para levar para casa e carregar). E leve (pouco mais de 3 kg).

A caixa de carga traseira não me agrada nada (e não aparece na foto), mas como foi uma oferta não vou falar mal. Eu preferia os alforges, mas estão esgotados neste momento. Vou ter de passar na Decathlon, parece que lá há uns porreiros.

Uma coisa que surpreende ao arrancar é o forte binário disponibilizado pelo motor eléctrico. Nunca pensei que 250W pudessem esticar tanto. :) As ruinhas inclinadas de Cascais não foram grande oposição para esta máquina, que tira a transpiração ao acto de pedalar. É curioso observar como funciona o controlo electrónico: arrancamos do zero, e após pedalar durante 1 ou 2 segundos, o motor entra. A aceleração eléctrica é franca, e todo o esforço de arranque é feito pelo motor eléctrico; à medida que a velocidade aumenta, o motor vai diminuindo a sua contribuição gradualmente até nivelarmos na velocidade de cruzeiro (que ainda não medi, preciso de passar o velocímetro para esta bicla). Aí apenas as pernas trabalham. Mas se a velocidade cair, o motor auxilia logo. Ao travar, o motor é cortado. E se deixarmos de pedalar, também. Assim o exigem as normas europeias.

A suavidade de entrada/saída da força eléctrica é relativa; penso que pode ser melhorada, mas a actual implementação é suficientemente boa e habituamo-nos muito depressa. Torna-se bastante agradável conduzir isto, apesar de ainda só ter feito uns 3 km nela. Voltarei a falar sobre ela quando tiver mais experiência.

O meu preço foi promocional: 1200€. Ele tenciona vendê-la por 1450€, o que eu considero demasiado alto para o produto que é. Ainda não sei exactamente qual é o tipo de célula que está dentro da bateria, apenas sei que são de Lítio. A bicicleta base é bastante boa, mas os acessórios (luzes, espelho, caixa de carga) são muito baratos e não justificam o preço. Porém, dado que o modelo ainda está a ser activamente trabalhado, penso que num futuro próximo poderá justificar o preço. Entretanto, a MVP tem outros modelos disponíveis por preços mais baixos, é uma questão de falar com eles, ir lá ver, e dar uma voltinha. Eles são muito abertos, aproveitem. ;)

Agora só preciso encontrar um caminho para o trabalho à volta das malvadas obras da CRIL… Acho que Monsanto é uma boa ideia. ;)

Refurbished Magician

•Agosto 22, 2009 • 10 Comentários

O software do meu Openmoko Freerunner está cada vez melhor, graças ao esforço comunitário. A plataforma FSO (FreeSmartphone.Org), uma colecção de serviços dedicados a smartphones implementada primeiro em Python e agora em Vala, está a atingir a maturidade, e a distribuição SHR está cada vez melhor. Vai daí pensei que talvez fosse uma boa altura para tentar um “port” para uma outra arquitectura que tinha aqui na gaveta: o HTC Magician (“Qtek S100″ aqui em Portugal).

Há muita procura de um sistema GNU/Linux para pôr no Magician, a razão principal sendo a grande m*rda cheia de bugs que é o “windows mobile 2003se” que vinha com o aparelho e que não pode levar qualquer actualização nem ser substituído – o fornecedor HTC assim o quis. Correcção: agora que o Cotulla hackou uma versão do “Windows Mobile 6.1″ para este smartphone, já é possível meter pelo menos um sistema moderno. ;) Infelizmente, essa imagem wm61 não está completa, e sofre obviamente do problema do costume: só o seu autor é que tem acesso ao código-fonte, e é rei e senhor das alterações feitas. Portanto, para mim não serve.

E as imagens de Linux produzidas em 2007 por Philipp Zabel (distribuições Angstrom / Opie / OM2007) não podem ser consideradas utilizáveis, portanto, há que meter mãos à obra.

É engraçado observar uma coisa: os meus sistemas que correm SW proprietário só pioram com o tempo, e tornam-se obsoletos rapidamente; os que correm  SW livre só melhoram, acompanhando os tempos. Qual é para vocês o melhor investimento? ;)

Seja como for, havia um pequeno problema: o bichinho estava estragado. A ficha mini-USB (único meio de carregar a bateria) estava destruída, e era óbvio que havia maus contactos em outros componentes, para além das tampas exteriores estarem degradadas ao ponto de ele se desmanchar. Enfim, estava gasto! :) Este seria o ponto em que qualquer outra pessoa o deitaria fora. Mas eu tenho horror ao desperdício (e esta cena custou-me para cima de 500€!!!)

Graças ao ebay encontrei um conjunto de tampas e bateria novas (ao fim de dois anos na gaveta, a bateria já não carregava). Depois chegou a hora de o desmontar todinho, de fio a pavio, e fazer uma limpeza profunda… areia, cotão, verdete, quase 5 anos de uso ininterrupto saíram lá de dentro. blarrgh…

Uma chave Torx 6, uma chave Phillips pequena, uma palheta, pincéis para a limpeza, o manual de serviço, e é claro, muita paciência, e estava desmontado e limpo.

MagicianExploded

Depois dei atenção à electrónica. Havia várias soldaduras partidas: leitor sd card, bateria de apoio, chapas de protecção de interferências, etc. (É o que dá, fazer BTT com um smartphone.) E claro, a substituição da ficha USB. Esta deu trabalho, pois reaproveitei uma de um leitor de cartões queimado que tinha por aqui e que não tinha exactamente as mesmas dimensões. Mas no fim, bateu tudo certo. Mais uns pingos de cola nas partes soltas, e já está.

MagicianRefurbishedÓ pra ele, tão tesinho e bonitinho… só é pena não ter GPS nem WiFi. Mas os 416MHz ainda dão jeito. :)

Custo  total da reparação: 18€ e 3 horas.

Agora sim, vem a parte difícil: montar o ambiente OpenEmbedded para portar a distribuição SHR para o Magician. E apesar do Philipp Zabel já ter feito quase todo o trabalho ao nível do núcleo Linux, ainda falta fazer a compilação cruzada de toda a distribuição e adaptar a infraestrutura FSO para os recursos de Hardware do Magician. Ou seja, tenho mais um hobby para muitos meses (já eram poucos)… ;)

O meu primeiro “paper”

•Agosto 13, 2009 • Deixe um comentário

Escrevi o meu 1º artigo científico para o mestrado em Eng. Electrotécnica. Como era dada preferência ao Inglês, é claro que acedi. ;) Não é (ainda!) inovador nem vai ser publicado, mas tenta ser minimamente científico (com um sucesso moderado). O fundamental foi inaugurar a minha mãozinha na investigação, para lhe tomar o gosto. Foi uma experiência engraçada, e espero repetir com mais tempo e dedicação (quando os tiver!). ;)

Logo a seguir o NJay me chamou a atenção que eu tinha caído num erro muito comum: a troca de “its” com “it’s”. Ora bolas, logo eu, que ando sempre a chatear a malta com a gramática, e que me “passo” quando vejo o pessoal trocar o plural (the cats) com o possessivo (the cat’s ears)… o que me aconteceu??

bobsqu

A explicação é simples: é uma excepção à regra da língua Inglesa (sim, eles também têm disso.) Quando é um “it”, a regra inverte, e o possessivo torna-se “its”. Ora bolas.  Mas melhor que eu, há um (ainda maior) snob gramatical que o explica totalmente.

Já não há desculpa para insistir no “doc”…

•Agosto 11, 2009 • 5 Comentários

Descobri por acaso que a Sun tem um plug-in para o Microsoft Office que permite lidar com os documentos em formato Open Document (*.odf).

E a própria MS também apoiou a criação de um conversor (mas eu cá desconfiava, há por aí quem diga que faz má conversão de propósito para desacreditar o ODF).

Eu trabalho sempre em ODF, mas de vez em quando há um chato qualquer que insiste numa versão MS-iana porque não está para instalar o Open Office.

Agora já não há desculpas: se querem mesmo usar o MSoffice, podem instalar o plug-in de ODF. Afinal, o verdadeiro standard ISO de documentos (aquele que não foi comprado nem corrompido) é o ODF, não o OOXML… :P

E para aqueles que ainda não perceberam porque é que isto é importante, uma imagem vale mil palavras.

E mái’ nada!!!

A minha mãe corre Linux! :)

•Agosto 7, 2009 • 8 Comentários

A minha mãe não, o computador dela. :P

É com prazer que anuncio que esta septuagenária está muito feliz com o seu Ubuntu 9.04. O ambiente Gnome limpo, simples, e robusto é uma agradável brisa nas nossas vidas: ela já não tem de se preocupar com os “crashes” e outros “ataquinhos” constantes típicos do Windows, e eu já não tenho de dar constante atenção àquele PC que tão depressa desenvolvia viroses, worms, trojans, e outros problemas de saúde. E ainda por cima passei a poder fazer manutenção remota por SSH, o que é um autêntico luxo! ;)

Só não fiz isto mais cedo porque o modem do Sapo ADSL é uma verdadeira bosta de configurar em Linux… por culpa da PT, claro! Porque raio é que os tipos escolheram PPP over Ethernet over ATM para a rede deles?!?! Com um empilhamento protocolar destes (e ainda por cima implementado pelos drivers em vez do próprio modem, que é apenas uma “casquinha” com adaptadores de impedância), não admira que se percam pacotes sempre que o CPU fica um pouco mais ocupado e que as ligações caiam por “dá cá aquela palha”…

pppoethoatm1

Enfim, é sempre a mesma coisa: a gente compra um computador para correr aplicações e lá vêm os tipos das telecomunicações roubar-nos ciclos de CPU porque a eles “não lhes dá jeito” suportar protocolos mais directos nem fornecer modems mais caros… a isto chama-se “externalizing costs!”. Quem paga é o “pato”.

Voltando ao assunto, a configuração do modem Sapo ADSL “Sagem F@st 800 E4″ no Ubuntu 9.04 Jaunty Jackalope foi feita com base no script do RevA16. Depois tive de dar umas machadadas no /etc/init.d/adsl porque aquilo tentava religar o modem durante o shutdown.

Haja partilha!! Haja GNU/Linux!!  :D

eROCKIT desmistificada

•Agosto 5, 2009 • 8 Comentários

Então afinal o que é que justifica um preço de quase 30.000 EUR por esta motorizada eléctrica?

erockit

Numa só palavra: estilo. O criador está claramente a propangandeá-la como uma inovação tipo “iPod” dos veículos eléctricos, e tem um preço de entrada no mercado a condizer. Eu cá digo que a inovação existe sim, mas é relativa. O que ele fez foi empacotar a tecnologia existente num produto bem acabado – o que é normalmente o passo mais difícil de fazer, e portanto tem todo o mérito! :)

Então vamos lá ver o que tem esta bike de tão especial…

Não é preciso abri-la nem dar uma volta para perceber como funciona; basta observar bem as fotos (e perceber alguma coisa de híbridos, claro). ;)

Vou então dissecar as belas fotos, e peço desculpa por torná-las feias, mas a didáctica assim o obriga…

Foto 1: lado direito.

eROCKIT_rightEsta é a mais divulgada por aí, e é fácil ver porque é que o criador insiste neste lado: é o que mais equipamento mostra. Aqui pode ver-se:

  • Laranja: o motor eléctrico e a correia de transmissão;
  • Amarelo: o controlador electrónico de potência;
  • Castanho: a caixa das baterias de lítio;
  • Verde: os pedais;

Até aqui tudo bem; ao princípio até pensei que isto era mais uma “pedelec”(bicicleta “normal” assistida electricamente, ou seja, um híbrido paralelo); mas depois reparei que não havia corrente entre os pedais e a roda, e que estava ali um “cilindro” qualquer à frente…

  • Azul: o gerador.

Para perceber melhor como isto tudo “cola”, tem de se olhar para o outro lado da bike:

Foto 2: o lado esquerdo.

eROCKIT_leftAqui pode ver-se, com alguma dificuldade, uma correia de transmissão entre os pedais e o gerador eléctrico.

Isto completa a figura de um veículo híbrido eléctrico-humano de transmissão série que vou clarificar com a ajuda de uma ferramenta de engenharia bastante simpática (o grafo de ligação energética):

eROCKIT_bondgraph

Traduzindo: os Pedais fornecem esforço (binário mecânico) ao Gerador, que por sua vez o converte num fluxo (corrente eléctrica) que é transmitido ao Motor que finalmente converte a corrente em esforço (binário mecânico) para a roda. Pelo caminho fica também a Bateria, que é um armazém extremamente importante de esforço (tensão eléctrica).

Aliás, neste veículo, e contrariamente a um Toyota/HSD ou um Honda/IMA, a bateria tem um papel muito mais fundamental do que o gerador (a pedais); para cumprir as promessas do seu criador de “dividir por 50 o esforço feito a pedalar, permitindo atingir 80 km/h” nesta pseudo-bicicleta, é obrigatório que apenas 1/50 da corrente total aplicada ao motor provenha do gerador a pedais, sendo que os restantes 49/50 vêm das baterias. Por esta razão, este veículo tem muito pouco de híbrido; é na realidade um veículo eléctrico puro, em que o acelerador foi substituído por pedais.

Pode-se argumentar que é um híbrido “plug-in” pois tem uma bateria de grande capacidade que se pode carregar na tomada, mas na realidade tem mesmo de se carregar na tomada, pois as pernas humanas não têm força para carregar a bateria e fazer andar o motor (ao mesmo tempo ou em separado) – as potências envolvidas são demasiado grandes.

Eu podia alterar o grafo de ligação para  incluir este carácter limitado do gerador, que na realidade é pouco mais que um “sensor”; mas como ainda assim é um sensor-actuador (pois “responde” ao esforço que nós fazemos nas pernas com uma força que suponho que seja proporcional à carga de deslocação), deixo como está: o gerador faz parte do fluxo de potência.

Tendo tudo em conta, acho que é um produto genial, pois estimula um estilo de vida muito próprio de mobilidade “verde” e ciclismo saudável sem comprometer a autonomia. E deve ser hilariante observar um daqueles “arranques no semáforo” em que os automobilistas (e algumas “aceleras”) ficam para trás de uma “bicicleta”!… ;) Acho que o Stefan Gulas teve uma óptima ideia, e espero que o projecto tenha muito sucesso, e que seja o início de toda uma nova geração de mobilidade urbana.

Um dia quero ter uma destas…

•Agosto 4, 2009 • Deixe um comentário

Para acelerar por aí sem deixar rasto de fumo nem produzir ruído… :)

Brammo Enertia:

enertia

Mission One:

Mission_One_34_Back

Erockit:

e-rockit

Gosto bastante desta última, pois para além do estilo a atirar para o “steam punk” tem um sistema de propulsão único: é um híbrido eléctrico-humano série… ou seja, anda tão depressa como uma motorizada, mas é preciso pedalar sempre!!! :)

Sou um teso, mas sonhar não paga imposto!! ;D

Sustentabilidade? kéisso?

•Julho 19, 2009 • 2 Comentários

Da próxima vez que pensarem em comprar o novo iPhone ou iPod ou iRaioqueoparta, pensem se realmente precisam de o fazer… e se o tempo que tanto desejam “passar” não será melhor aplicado numa causa importante para o futuro de todos nós. Afinal, todos nós podemos mudar o mundo

Grande Rodrigo!!

•Julho 10, 2009 • 3 Comentários

Estou todo babado!!… O meu sobrinho Rodrigo Melo, correntemente a estudar na Universidade do Minho e integrado na equipa “BebUMlitro” que desenvolve o veículo “EconomicUM” para concorrer nas EcoMaratonas Shell, provou o que vale no circuito de Rockingham, UK, ao redesenhar e afinar o motor de combustão de modo a conseguir uma melhoria de 35% sobre o record anterior de rendimento.

Se os fantásticos 1162 km/Litro conseguidos na prova Alemã de 2008 já não eram nada maus, os actuais 1565 km/Litro colocaram a equipa em 6º lugar em 78 participantes, detendo também o 4º lugar entre os 33 veículos a gasolina.

rodrigo2009

Isto apesar de dificuldades acrescidas na prova deste ano, como sejam o maior peso do piloto e uma desvantagem aerodinâmica face aos outros concorrentes.

Para mais informações, é ver o “Correio do Minho”, ed. de Sexta, 10 de Julho de 2009.

Grande Rodrigo!! Parece que percebes umas coisas de motores!!… ;)

Um admirável mundo novo

•Julho 8, 2009 • Deixe um comentário

Lembro-me de, por alturas do 5º ou 6º ano de escolaridade, andar fixado no problema das cidades.

Tudo começou com um desenho inocente duma cidade redonda, e a intenção era desenhar uma rede de estradas que minimizasse os deslocamentos. É claro que isso incluía especificar zonas pré-destinadas para residência, indústria, agricultura, lazer, etc… Desenhei cidade terrestres e submarinas, e tentava torná-las auto-suficientes. Claro que não tinha capacidade nem experiência para um problema tão complexo, e acabei por desistir. Nunca mais pensei nisso até recentemente, por causa da sustentabilidade e da política (duas coisas em péssimo estado hoje em dia).

Tenho chegado frequentemente à conclusão que os estados-nação são organizações demasiado artificiais para resultarem bem; a união “à força” de muitas regiões diferentes debaixo de um só governo gera muitos dos problemas que pretende resolver, como as injustiças do centralismo e os conflitos do separatismo. É por isso que me agrada o potencial das cidades-estado. Quando se fala de cidades-estado, vêm à memória os tempos medievais; mas o modelo não tem de ser tão militarizado e competitivo como era nesse tempo. Penso que a situação actual de nações-estado é perfeita para executar um plano de descentralização absoluta, gradualmente até chegarmos em segurança às cidades independentes, tanto económica como politicamente – juntamente com as suas grandes áreas circundantes de onde provêm os recursos naturais, claro.

Porque me lembrei agora disto? Porque o 7º Programa Quadro de Investigação e Desenvolvimento Europeu (FP7 para os amigos) está a albergar um número elevado de projectos de estudo e prova de conceito de sistemas sustentáveis, e entre eles, aparece a cidade-modelo de Masdar, no Dubai: um idílio que não produzirá dióxido de carbono nem resíduos.

masdar

Sim, é certo que a cinematografia (e ainda mais, a literatura) estão cheias de histórias apocalípticas sobre tais projectos de sociedades utópicas falhadas (THX1138, 1984, etc.), mas essas histórias são exercícios de estilo baseadas em pressupostos simplistas – e é aqui que entra a diferença: a Engenharia é a arte de concretizar o sonho com base no realismo.

Também é certo que muitos resíduos e dióxido de carbono irão ser produzidos na preparação da própria cidade; mas é preciso ter em conta duas coisas: 1 – que esta é a primeira instância, e por isso será a mais errada e custosa a todos os níveis, e que as posteriores irão exigir um custo ecológico bastante mais baixo; 2 – que a engenharia se guia inevitavelmente por critérios económicos (que aqui incluem o impacto ambiental, para além do financeiro) e portanto a cidade terá de ser capaz de dar “saldo ambiental” positivo quando se considera o conjunto (planeamento + produção + exploração).

Por mim, torço para que Masdar nos traga algumas lições positivas e dê o exemplo ao resto do mundo. Só espero que não seja apenas um enorme golpe publicitário de um dos maiores produtores de petróleo mundiais… ;)

Puz Gondramaz no mapa…

•Junho 24, 2009 • 2 Comentários

literalmente!

gondramaz

Fomos passar um belíssimo fim de semana na aldeia de Gondramaz, uma das aldeias serranas de casas de xisto perdidas no centro de Portugal. O GPS até ajudou, mas assim que saímos da estrada nacional os ladrilhos que me chegavam do OpenStreetMap ao FreeRunner estavam vazios – o que era de esperar.

Vai daí, quando cheguei a casa, retirei o log de GPS do telefone e carreguei-o no JOSM. Depois duma limpeza nos dados (para emagrecer e clarificar), fiz o upload para o OSM. Voilá, aí estão Chapinha, Gondramaz, e a estrada serrana de acesso, para os próximos que por lá passarem. :)

Peço desculpa pela minha ignorância de GIS, mas é para isso mesmo que existem as comunidades como OSM: se alguém quiser corrigir ou completar o que fiz, é só ir ao Potlatch (o editor on-line do OSM) e dar o jeitinho. É fácil.

O fim de semana em si foi óptimo, no meio do silêncio da serra profunda, do cheiro da natureza, da simpatia dos nativos, e do sabor do arroz de cabidela local – e tudo por um preço muito conveniente.

Enjoy!